Faltam...

Daisypath Happy Birthday tickers

19 dezembro 2007

Feliz Natal

18 dezembro 2007

PARABÉNS!



Nunca pensei que durasse tanto... :)

08 dezembro 2007

Prince of Egypt



Quando o filme “O Príncipe do Egipto” estreou em Portugal, fui vê-lo com dois amigos e adorei! Entretanto comprei filme em VHS (já o vi em dvd na Fnac e quero comprar) mas nunca reparei em quem eram os actores.
Essa curiosidade nasceu quando li que quem fazia a voz de Yocheved numa das minhas canções favoritas do filme era a já falecida Ofra Haza. Daí a procurar os outros actores foi um passo e, confesso, fiquei surpreendida com o resultado:

Val Kilmer - Moses / God
Ralph Fiennes - Rameses
Michelle Pfeiffer - Tzipporah
Sandra Bullock - Miriam
Jeff Goldblum - Aaron
Danny Glover - Jethro
Helen Mirren - The Queen
Steve Martin - Hotep
Martin Short – Huy
Ofra Haza - Yocheved

Que leque de actores fabuloso! :)

07 dezembro 2007

Mira que grande!

Tony Henry, cantor de ópera britânico, actuou perante os 80 mil espectadores do novo Estádio de Wembley e no fim do hino croata cometeu um erro que, para quem não conhece a língua, até pode ser perdoado. O cantor devia ter dito «Mila kuda su plania», que quer dizer «sabes querida como gostamos das tuas montanhas». Em vez disso, Henry entoou «Mila kura si planina», que significa «minha querida, o meu pénis é uma montanha».

LOL

Árvore de Natal



O dia de fazer a árvore de Natal, para mim, é sempre especial. Aproveitei que estava sozinha em casa e tirei a árvore da caixa, abrir os ramos, coloquei as luzinhas, a fita, as bolas e os anjos. Fechei a persiana e liguei as luzes à corrente e fiquei a olhar para as luzinhas coloridas a piscar.
E, por momentos, senti-me criança outra vez...

05 dezembro 2007

Viver a vida sempre com alegria

Devíamos ser assim... descontraídos!

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27 novembro 2007

O meu novo herói!

Obrigada Mika!

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Walks in to the room
Feels like a big balloon
I said, 'Hey girl you are beautiful'
Diet coke and a pizza please
Diet coke I'm on my knees
Screaming 'Big girl you are beautiful'

You take your skinny girl
Feel like I'm gonna die
'Cause a real woman
Needs a real man here's why

You take your girl
And multiply her by four
Now a whole lotta woman
Needs a whole lot more

Get yourself to the Butterfly Lounge
Find yourself a big lady
Big boy come on around
And they'll be calling you baby

No need to fantasize
Since I was in my braces
A watering hole
With the girls around
And curves in all the right places

Big girl you are beautiful
Big girl you are beautiful
Big girl you are beautiful
Big girl you are beautiful

Walks in to the room
Feels like a big balloon
I said, 'Hey girl you are beautiful'
Diet coke and a pizza please
Diet coke I'm on my knees
Screaming 'Big girl you are beautiful'

You take your girl
And multiply her by four
Now a whole lotta woman
Needs a whole lot more

Get yourself to the Butterfly Lounge
Find yourself a big lady
Big boy come on around
And they'll be calling you baby

No need to fantasize
Since I was in my braces
A watering hole
With the girls around
And curves in all the right places

Big girl you are beautiful
Big girl you are beautiful
Big girl you are beautiful
Big girl you are beautiful

Get yourself to the Butterfly Lounge
Find yourself a big lady
Big boy come on around
And they'll be calling you baby

No need to fantasize
Since I was in my braces
A watering hole
With the girls around
And curves in all the right places

Big girl you are beautiful
Big girl you are beautiful
Big girl you are beautiful
Big girl you are beautiful
Oh you are beautiful

Get yourself to the Butterfly Lounge
Find yourself a big lady
Big boy come on around
And they'll be calling you baby

No need to fantasize
Since I was in my braces
A watering the hole
With the girls around
And curves in all the right places

Big girl you are beautiful
Big girl you are beautiful
Big girl you are beautiful
Big girl you are beautiful
Big girl you are beautiful

26 novembro 2007

Sonho

Hoje tive um sonho estranho: sonhei que a MJL e o PSS se tinham casado e eu tinha ficado muito zangada porque apenas soube porque a ZC se tinha "descaído"!!! :S
Por isso, meninos J e P, se se casarem, não precisam de me convidar mas avisem, "tá"? :)

23 novembro 2007

Fobia

A minha fobia "preferida" é esta: Hipopotomonstrosesquipedaliofobia. É ter medo de palavras grandes.

Já estou a imaginar a cena:
- Oh, senhor doutor, mas afinal o que é que eu tenho?
- Nada de grave, não se preocupe. Sofre de Hipopotomonstrosesquipedaliofobia.
- AIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII! Tenho que me ir embora, ai que medo, ai que medo!



LOL

05 novembro 2007

Insanidade temporária

Não gosto de conduzir com sono. Acho que ninguém gosta. O que é que eu faço para os olhos não se fecharem? Música alta e cantar ainda mais alto. Faz-me sentir viva, sem sono. Mas também me faz sentir que posso alegar loucura temporária para faltar às $/&%$%#$%% das reuniões....
EHEHEH!

26 outubro 2007

Ano do Porco Dourado

O ASM nasceu no Ano do Porco Dourado. Em homenagem comprei este relógio:


Fiquei a saber que:

- 2007 é ano do Porco Dourado, uma data que só acontece a cada 60 anos (12 signos vezes 5 elementos - ouro, madeira, água, fogo e terra).

- Cada pessoa tem três animais associados: enquanto uma pessoa pode parecer ser um Porco, ela pode realmente ser uma Serpente internamente e um Dragão secretamente.
O animal interior é assinalado pelo mês de nascimento. Isto determina sua vida amorosa e personalidade interior e é crítico para uma correcta compreensão de sua compatibilidade com outros signos. Isto pode ser considerado aquilo que o indivíduo gostaria de ser, ou que acredita ser seu verdadeiro eu. O animal secreto é determinado pela hora exacta do nascimento e é o próprio signo verdadeiro na qual sua personalidade se baseia.

- Último signo do zodíaco chinês, o Porco representa um animal de coragem, lealdade e cuidadoso. Curiosos, tem dificuldade para fazer amigos, porém, quando o fazem, são amizades duradouras. Os nascidos no Porco Dourado especificamente terão muita sorte e uma vida bastante confortável.


19 outubro 2007

Bebé Teimoso

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17 outubro 2007

14 outubro 2007

Memória de elefante

Estava eu em amena "cavaqueira"com um amigo quando disse "Ás vezes gostava de nao ter tão boa memoria para os acontecimentos da minha vida. É uma benção e uma maldição!".
A boa memória para estas coisas (que para as outras, ui! que desgraça!) já me trouxe alguns dissabores, o facto de simplesmente não conseguir esquecer o que me fazem.

Vamos ver o lado negro primeiro. Magoaram-me com alguma coisa que fizeram (ou não) ou que disseram. Como não sou de guardar rancores, perdoo mais ou menos facilmente. Mas não esqueço. Mesmo que queira, mesmo que tente. E o pior é que na pior das alturas sai-me, impossível de controlar, a frase maldita "pois, como daquela vez que .... !". Já me chamaram picuínhas por isso! (Vêem como eu não esqueço? :( )

Claro que também há o lado bom de ser assim. É bom poder recordar ao detalhe momentos que nos marcaram, aquela frase, aquele momento, aquele olhar, aquele riso, aquela pessoa, e poder "viver" tudo outra vez. É por ter essa memória que eu sonho acordada, é por isso que Às vezes sou por mim com um sorriso - muitas vezes palerma - na cara num dia cinzento de chuva enquanto espero que o automóvel da frente ande mais uns metros ou que o contador do metro diminua um minuto.

"Ás vezes gostava de nao ter tão boa memoria para os acontecimentos da minha vida. É uma benção e uma maldição!". Felizmente, como os bons momentos são mais que os maus, é mais uma benção do que uma maldição.

01 outubro 2007

Complicar o que é simples

Todos os dias observo a Humanidade a complicar o que é simples: tentar descobrir a razão de existir e ser no mundo através de um emaranhado de hipóteses complexas que ninguém percebe!

Todos os dias vemos ideias novas a surgirem, fazendo desaparecer as antigas novas ideias. Logo a seguir o que era novo tornou-se também obsoleto porque ideias ainda mais novas já apareceram. Os nossos objectivos de vida são conquistas fúteis, fáceis de alcançar e, assim, somos presas fáceis neste jogo interminável do querer, somos seres que temos como certo as facilidades proferidas pelo materialismo que assola o mundo, que fomos nós próprios que criamos e que nos controla.

Este jogo torna mentes brilhantes em mentes "baças", pois dedicamos todo o nosso esforço a obter o máximo de coisas possíveis, a querer ter o melhor mês de férias, as melhores marcas de roupa, os melhores brinquedos para os nossos filhos. Passamos a vida a querer viver melhor, quando na verdade não sabemos saborear o que é realmente o melhor da vida: viver. Apenas viver.

Vamos pensar nos objectivos que temos para os próximos cinco anos. Anotem cada um dos sonhos num papel. Ao lado de cada sonho coloquem quanto custa realizar esse sonho. Quanto custam esses sonhos?

É triste saber quanto custam os sonhos, é sinal que os sonhos têm valor, ou seja a felicidade está associada a valores. Nessa lista de sonhos está escrito "ver um pôr-de-sol"? Na minha lista extensa, só apenas 5 sonhos são naturais, só apenas 5 sonhos não podem ser valorizados.
Decidi que vou inverter a minha lista: na minha extensa lista de sonhos, só cinco terão anotações ao lado!


(Estou num dia "cinzento! Amanhã volto ao meu estado normal!)

22 setembro 2007

Como gostaram da minha lista do ano passado, aqui vai a deste ano. Alguns itens são repetidos, mas isso apenas significa que continuo a querer essas coisas! :)

Podem ser generosos, eu não me importo!

Arthur Phillips - O Egiptólogo – Gótica
Hayley Westenra - Pure

DVDs
Animação (por ordem de preferência)
(BBC Jane Austen) Emma
My Fair Lady
Star Wars ( Episódios I, II e II e Trilogia Star Wars Episódios 4+5+6)


JOGOS Playstation 2
SingStar 80'S
Prince of Persi 3 - The Two Thones PS2


Acessórios, roupa e afins também é prenda! :D

21 setembro 2007

Moralismos

Um dos meus blogs preferidos é o Amante Profissional. Gosto da forma como a Paula Lee escreve, gosto da forma como ela pensa.
Estive a ler uma Visão antiga, onde fala de acompanhantes de luxo, onde a Paula Lee é entrevistada e dei por mim a pensar que não seria capaz de ser uma "amante profissional". Não porque se "dorme" com um estranho mas porque não sei como abordaria o potencial cliente ou como reagiria se o potencial cliente me abordasse.
E como os pensamentos são como as cerejas o facto de não ser o facto do pagamento ou da ocasionalidade do sexo não ser o que me incomoda na prostituição faz-me perguntar: será falta de moral da minha parte?

14 setembro 2007

Areias

Independentemente das inclinações partidárias...


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Agradecimentos ao McBrain :)

12 setembro 2007

Porque é bom recordar..

Aqui está um dos meus desenhos infantis preferidos. Adorava vê-los quando era criança...


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09 setembro 2007

BORED!

Aborrecimento.... Hum. Tenho pensado muito sobre o tema.

Eu compreendo que seja um estado de espírito, mas quero compreender o que me causa aborrecimento. Será que é porque não tenho criatividade suficiente para preencher os espaços "mortos" do dia? Ou será que é como canta a Shirley Manson, "You pretend you're high, You pretend you're bored, You pretend you're anything, Just to be adored"? Talvez sejam as duas coisas; Ou talvez esteja a sobreanalizar o que é simples; talvez deva parar com as perguntas sobre a vida e apenas vivê-la.

08 setembro 2007

Eros e Psique (III)

Psique, resolvida a reconquistar a confiança de Eros, saiu à sua procura por todos os lugares da Terra, dia e noite, até que chegou a um templo no alto de uma montanha. Com esperança de lá encontrar o amado, entrou no templo e viu uma grande confusão de grãos de trigo e cevada, ancinhos e foices espalhados por todo o recinto. Convencida que não se devia negligenciar o culto a nenhuma divindade, pôs-se a arrumar aquela desordem, colocando cada coisa no seu lugar. Deméter, para quem aquele templo era destinado, ficou profundamente grata e disse-lhe:

- "Psique, embora não possa livrar-te da ira de Afrodite, posso ensinar-te a fazê-lo com as tuas próprias forças: vai ao seu templo e rende-lhe as homenagens que ela, como deusa, merece."

Afrodite, ao recebê-la em seu templo, não esconde a sua raiva. Afinal, por causa daquela reles mortal, o seu filho tinha desobedecido às suas ordens e agora ele encontrava-se num leito, recuperando-se da ferida por ela causada. Como condição para o seu perdão, a deusa impôs uma série de tarefas que deveria realizar, tarefas tão difíceis que poderiam causar a sua morte.

Primeiramente, deveria, antes do anoitecer, separar uma grande quantidade de grãos misturados de trigo, aveia, cevada, feijões e lentilhas. Psique ficou assustada diante de tanto trabalho, porém uma formiga que estava próxima, ficou comovida com a tristeza da jovem e convocou seu exército a isolar cada uma das qualidades de grão.

Como segunda tarefa, Afrodite ordenou que fosse até as margens de um rio onde ovelhas de lã dourada pastavam e trouxesse um pouco da lã de cada carneiro. Psique estava disposta a cruzar o rio quando ouviu um junco dizer que não atravessasse as águas do rio até que os carneiros se pusessem a descansar sob o sol quente, quando ela poderia aproveitar e cortar a sua lã. De outro modo, seria atacada e morta pelos carneiros. Assim feito, Psique esperou até o sol ficar bem alto no horizonte, atravessou o rio e levou a Afrodite uma grande quantidade de lã dourada.

Não satisfeita por mais uma tarefa cumprida, Afrodite incumbiu-a de uma terceira tarefa e ainda mais complicada: teria de subir a cascata que provinha da nascente do rio Estige e trazer à deusa um frasco contendo um pouco daquela água escura. As pedras que davam acesso à cascata eram íngremes e escorregadias, e a queda da água era extremamente violenta. Era impossível satisfazer a exigência de Afrodite. Só se pudesse voar Psique realizaria a tarefa. Estava já disposta a desistir, quando surgiu uma águia, que lhe tirou o frasco da mão, voou até a fonte e apanhou uma porção do líquido negro. A água do Estige, porém, não saciou em Afrodite a sede de vingança.

Irada com o sucesso da jovem, Afrodite planejou uma última, porém fatal, tarefa. Psique teria que ir ao Hades, persuadir Perséfone a colocar numa caixa um pouco de sua beleza. Como pretexto, diria à rainha dos Infernos que Afrodite precisava dessa beleza para recuperar-se das longas vigílias à cabeceira do filho doente. Psique partiu, procurando o caminho dos Infernos. Já havia andado muito e sentia-se perdida, quando uma torre, apiedada da sua aflição, ofereceu-se para ajudá-la. Minuciosamente descreveu-lhe todo o itinerário que levava ao reino de Perséfone, mas alertou-a: "você encontrará pessoas patéticas que lhe pedirão ajuda, e por três vezes terá que escurecer seu coração à compaixão, ignorar os seus apelos e continuar. Se não o fizer, permanecerá para sempre no mundo das trevas. “ Psique fez tudo o que lhe indicou a torre, e assim conseguiu chegar à presença de Perséfone. Solícita, a rainha dos mortos atendeu ao pedido da jovem e entregou-lhe a caixa solicitada por Afrodite. Ouviu então uma voz que lhe dizia: "Quando Perséfone te der a caixa com sua beleza, toma cuidado para não olhar para dentro da caixa, pois a beleza dos deuses não cabe a olhos mortais." No entanto, Psique, tomada pela curiosidade, abriu a caixa para espiar. Ao invés de beleza havia apenas um sono terrível que dela se apossou.

Eros, curado de sua ferida, voou ao socorro de Psique e conseguiu colocar o sono novamente na caixa, salvando-a. Lembrou-lhe novamente que a sua curiosidade tinha sido novamente a sua grande falta, mas que agora podia apresentar-se à Afrodite e cumprir a tarefa. Enquanto isso, Eros foi ao encontro de Zeus e implorou-lhe que apaziguasse a ira de Afrodite e ratificasse o seu casamento com Psique. Atendendo ao seu pedido, o grande deus do Olimpo ordenou que Hermes conduzisse a jovem à assembleia dos deuses e a Psique foi-lhe oferecida uma taça de ambrósia. Então com toda a cerimónia, Eros casou-se com Psique, e no devido tempo nasceu o seu filho, chamado Voluptas (Prazer).

Eros e Psique, escultura de Antônio Canova, no Museu do Louvre, em Paris


Eros e Psique (II)

Quando as suas irmãs entraram no castelo e viram aquela abundância de beleza e maravilhas, foram tomadas de inveja. Notando que o esposo de Psique nunca aparecia, perguntaram maliciosamente sobre sua identidade. Embora advertida pelo seu marido, Psique viu a dúvida e a curiosidade tomarem conta do seu ser, aguçadas pelos comentários de suas irmãs.

Eros alertou-a que as suas irmãs estavam a tentar fazer com que ela visse o seu rosto, mas se assim ela fizesse, ela nunca mais o veria novamente. Além disso, ele contou-lhe que ela estava grávida e se ela conseguisse manter o segredo ele seria divino, porém se ela falhasse, ele seria mortal.

Ao receber novamente suas irmãs, Psique contou-lhes que estava grávida, e que sua criança seria de origem divina. As suas irmãs ficaram ainda mais enciumadas com a sua situação, pois além de todas aquelas riquezas, ela era a esposa de um lindo deus. Assim, trataram de convencer a jovem a olhar a identidade do esposo, pois se ele estava escondendo a sua cara era porque havia algo de errado. Se era realmente belo o jovem, por que se ocultava nas sombras da noite? Invadida pela dúvida e temor, Psique acabou por aceitar o conselho maldosamente planeado pelas irmãs: deveria preparar uma lâmpada e uma faca afiada: com a primeira, explicaram as invejosas, poderia ver o rosto do esposo; com a segunda, matá-lo se fosse o monstro.

À noite, retorna Eros, ardente e apaixonado como sempre. Enquanto se entrega ao amor, Psique esquece o próprio medo e a dúvida, mas depois, quando Eros adormece, a incerteza volta a invadir-lhe o coração. Silenciosa, apanha a lâmpada e ilumina o rosto do esposo. Para sua surpresa, o que viu porém deixou-a maravilhada. Um jovem de extrema beleza estava repousando com tamanha quietude e doçura que ela pensou em tirar a própria vida por haver dele duvidado. Enfeitiçada por sua beleza, demorou-se admirando o deus alado. Não percebeu que havia inclinado de tal maneira a lâmpada que uma gota de óleo quente caiu sobre o ombro direito de Eros, acordando-o.

Ele desperta, sobressaltado, e percebe o acontecido. Com profunda tristeza, Eros vai embora. E tentando alcançá-lo Psique apenas ouve-lhe ao longe na escuridão: "O amor não pode viver com desconfiança." Eros volta para junto da mãe, pedindo-lhe que cure seu ferimento no ombro e pede a Zéfiro que leve Psique para o reino de seu pai. Mas ao contar o que ocorreu, Afrodite percebe que foi enganada e passa a alimentar apenas um pensamento: encontrar a princesa rival e vingar-se.

Quando Psique se recompôs, notou que o lindo castelo em vivia desaparecera, e que estava bem próxima da casa dos seus pais. Psique ficou inconsolável. Tentou suicidar-se atirando-se para um rio próximo, mas as suas águas trouxeram-na gentilmente para a sua margem. Foi então alertada por Pan para esquecer o que se passou e procurar novamente ganhar o amor de Eros.

Por sua vez, quando suas irmãs souberam do acontecido, fingiram pesar, mas partiram então para o topo da montanha, pensando em conquistar o amor de Eros. Lá chegando, chamaram o vento Zéfiro, para que as sustentasse no ar e as levasse até Eros. Mas, Zéfiro desta vez não as ergueram no céu, e elas caíram no despenhadeiro, e morreram.

Eros e Psique (I)

Psique era a mais nova de três filhas de um rei de Mileto e era extremamente bela. A sua beleza era tanta que pessoas de várias regiões iam admirá-la, assombrados, rendendo-lhe homenagens que só eram devidas à própria Afrodite.

Profundamente ofendida e enciumada, a deusa enviou o seu filho, Eros, para fazê-la apaixonar-se pelo homem mais feio e vil de toda a terra. Mas a beleza de Psique era tão grande, que ao vê-la, Eros distrai-se e fere-se com uma de suas próprias flechas.

Apaixonado, nada disse à sua mãe; apenas limita-se a convencê-la de que finalmente estava livre da rival. Ao mesmo tempo que oculta os seus sentimentos, torna Psique inatingível aos mortais terrenos. Assim, embora todos os homens a admirem, nenhum por ela se apaixona, e apesar de infinitamente menos belas, suas irmãs logo se casam com reis. Psique, amada por Eros sem que o saiba, pensa que ninguém a ama. E, assim, porque é uma beleza humana cobiçada por um deus, permanece só.

O pai de Psique, suspeitando que, inadvertidamente, havia ofendido os deuses, resolveu consultar o oráculo de Apolo. Mas Eros já havia convencido Apolo a tornar-se num seu aliado na sua conquista amorosa. Assim para ajudar Eros, Apolo ordenou ao rei que enviasse a sua filha ao topo de uma solitária montanha, onde seria desposada por uma terrível serpente. A jovem aterrorizada foi levada ao pé do monte e abandonada pelos seus pesarosos parentes e amigos. Conformada com seu destino, Psique foi tomada por um profundo sono, sendo, então, conduzida pela brisa gentil de Zéfiro a um lindo vale.

Perto correm as águas claras de um regato e mais adiante ergue-se um magnífico castelo. Ao despertar, Psique ouve uma voz que a convida a entrar no castelo, banhar-se e depois jantar. No interior do castelo, não encontra ninguém, mas sente-se como se estivesse a ser observada. E no jantar doce música envolve-a, mas continua só. No íntimo, porém, pressente que, à noite, chegará o esposo que lhe fora prometido, a terrível serpente alada. E, realmente, ao anoitecer, chega até ela Eros, protegido pela escuridão. Psique começa a tremer quando sente que alguém entrara no quarto. No entanto, uma voz maravilhosa acalma-a. Logo em seguida, sentiu mãos humanas acariciarem o seu corpo e entrega-se a esse amante misterioso. Quando acordou, já havia chegado o dia e o seu amante havia desaparecido. Todas as noites a cena repetia-se e Psique entregou-se ao amante velado e, mesmo sem ver a sua face , dedicava-lhe intenso amor.

Numa das suas visitas nocturnas, Eros faz-lhe uma advertência: que se precavesse contra uma desgraça que lhe poderia advir por intermédio das irmãs, que a pranteavam no sítio onde fora deixada e do mesmo modo acrescentou, para evitar a desgraça, que ela não deveria jamais tentar ver o rosto do amado. No entanto, a princesa, embora prometesse ambas as coisas, deixou-se arrastar pela tristeza e pela saudade. E tanto chorou e pediu, que Eros consentiu na visita das jovens, mas impôs a condição que, não importando o que suas irmãs dissessem, ela nunca tentaria conhecer sua verdadeira identidade.

Canivete

30 agosto 2007

Projecto Mobilidade

Fui passar férias a Vilamoura (nada de "bocas" que eu fiquei em casa de um parente à borlex). É incrivel como aquela cidade está pensada principalmente nos carros e não nos peões, principalmente em peões com dificuldades de mobilidade (cadeiras de rodas, cegos, carrinhos de bebés).
Supostamente, Vilamoura está implementou o "Projecto Mobilidade Sustentável", mas não parece. Falta de rampas, passeios - quando os há - em mal estado, estacionamento em todo o lado... é uma lista interminável!
Infelizmente, não é só na Quarteira. É em todo o lado. Quando será que se começa a actuar de forma a que o conforto das nas pessoas (automobilistas e peões, com mobilidade ou com dificuldades) venha primeiro e só depois venha o conforto dos automobilistas? É que já cansa ouvir falar e não se ver nada feito!!!!

05 agosto 2007

Insignificância

Se eu sou apenas uma pessoa num mundo que tem mais de 6.6 milhões de habitantes, se o Franquia é apenas um blog numa bloglosfera de milhares de blogs, claro que tenho que passar despercebida!
Estou reduzida à minha insignificância!

02 julho 2007

Sabias que...

[Perdoem-me, ando numa fase lamechas! :) ]

Sabias que quando invejas alguém, é porque na verdade gostas dessa pessoa?

Sabias que aqueles que parecem ter um coração muito forte, são na verdade fracos e mais susceptíveis?

Sabias que aqueles que passam o seu tempo protegendo os outros são aqueles que na verdade precisam que alguém os proteja a eles?

Sabias que as três coisas mais difíceis de dizer são: Amo-te, desculpa e ajuda-me?

Sabias que aqueles que se vestem de vermelho são os que têm mais confiança em si próprios?

Sabias que aqueles que se vestem de amarelo são aqueles que apreciam a sua própria beleza?

Sabias que aqueles que se vestem de preto, são aqueles que querem passar despercebidos e precisam da tua ajuda e compreensão?

Sabias que é mais fácil dizeres o que sentes escrevendo do que dizê-lo cara a cara? Mas sabias que tem mais valor quando o dizes na cara?

Sabias que o mais difícil para ti de fazeres ou dizeres é mais valioso de que algo que vale muito dinheiro?

Calor

Onde está a vaga de calor que nos prometeram, hein? Disseram que ia ser o Verão mais quente desde... ui, ui... desde há muito tempo!
Como neste país as coisas dão-nos sempre menos do que o prometido, esperava pelo menos uns 25º, 26º!

QUERO CALOR!!!!!!!

25 junho 2007

Verão

Teoricamente, estamos no Verão. Na prática, está um tempo frio e cinzento!
Os me(n)teorologistas disseramq ue este ia ser o Verão mais quente dos últimos tempos. Pode até ser verdade, mas que não parece que vá ser um Verão muito quente, lá isso não parece.
E agora, o que visto eu ao ASM? AI!

22 junho 2007

AS COISAS BOAS DA VIDA:

1. Apaixonar-se.
2. Rir tanto até que as faces doam.
3. Um chuveiro quente num Inverno frio.
4. Um supermercado sem filas nas caixas.
5. Um olhar especial.
6. Receber correio (pode ser electrónico.....)
7. Conduzir numa estrada linda.
8. Ouvir a nossa música preferida no rádio.
9. Ficar na cama a ouvir a chuva cair lá fora.
10. Toalhas quentes acabadas de serem engomadas...
11. Encontrar a camisola que se quer em saldo a metade do preço.
12. Batido de chocolate (baunilha ou morango).
13. Uma chamada de longa distância.
14. Um banho de espuma.
15...Rir baixinho.
16. Uma boa conversa.
17. A praia.
18. Encontrar uma nota de 20 euros no casaco pendurado desde o último Inverno.
19. Rir-se de si mesmo.
20. Chamadas à meia-noite que duram horas.
21. Correr entre os jactos de água de um aspersor.
22. Rir por nenhuma razão especial.
23. Alguem que te diz que és o máximo.
24. Rir de uma anedota que vem à memória.
25. Amigos.
26. Ouvir acidentalmente alguem dizer bem de nós.
27. Acordar e verificar que ainda há algumas horas para continuar a dormir.
28. O primeiro beijo (ou mesmo o primeiro com novo parceiro).
29. Fazer novos amigos ou passar o tempo com os velhos.
30. Brincar com um cachorrinho.
31. Haver alguém a mexer-te no cabelo.
32. Belos sonhos.
33. Chocolate quente.
34. Fazer-se à estrada com os amigos.
35. Balancear-se num balancé.
36. Embrulhar presentes sob a árvore de Natal comendo chocolates e bebendo a bebida favorita.
37. Letra de canções na capa do CD para podermos cantá-las sem nos sentirmos estúpidos.
38. Ir a um bom concerto.
39. Trocar um olhar com um belo/a desconhecido/a.
40. Ganhar um jogo renhido.
41. Fazer bolachas de chocolate.
42. Receber de amigos biscoitos feitos em casa.
43. Passar tempo com amigos íntimos.
44. Ver o sorriso e ouvir as gargalhadas dos amigos.
45. Andar de mão dada com quem gostamos.
46. Encontrar por acaso um velho amigo e ver que algumas coisas ( boas ou más) nunca mudam.
47. Patinar sem cair.
48. Observar o contentamento de alguem que está a abrir um presente que lhe ofereceste.
49. Ver o nascer do sol.
50. Levantar-se da cama todas as manhãs e agradecer outro belo dia.
51. E ver a tua cara a ler este post.

18 junho 2007

Boratitis

Fantástico!



(Agradecimentos ao McB)

07 junho 2007

(Falta de) Tempo

E de repente fiquei com imenso tempo e ao mesmo tempo sem tempo nenhum para mim. Tanta coisa que quero fazer e às vezes vejo-me aflita para tomar um banho rápido. E chego ao fim do dia estourada e penso "mas que coisa! não fiz nada do que tinha planeado!".
E no entanto nunca senti que o meu tempo era tão bem empregue...

04 junho 2007

Tortura moderna

"
“Tenta sim. Vai ficar lindo.”
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.

- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- ...é... é, isso.

Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.


Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.


O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta”. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu tuin peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.

- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio preserveasbucetaspeludas.com.br. Queria tudo.
Menos namorar.
"

Obrigada, Z., pela dica! :)

Redatorasdemerda

17 maio 2007

Aumento da população mundial

É com enorme satisfação que posso afirmar que hoje o planeta Terra ganhou um habitante, de seu nome

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:)

Benvindo ao mundo! E já agora... boa sorte! LOL

08 maio 2007

Feliz, feliz, feliz!

Por motivos de força maior - e também inerentes à minha actual profissão - vou sair brevemente do sítio onde trabalho desde Agosto do ano passado.
Quando mudei do anterior para o actual, os meus colegas (e principalmente amigos) fizeram um almoço surpresa e deram-me uma prenda linda linda linda!
Hoje, os meus colegas também me deram 3 prendas de despedidas, entre as quais destaco este lindo ramo de flores:



Não sou uma sortuda?
São estes os gestos que me fazem feliz, feliz, feliz! Não tanto pelas prendas em si, mas principalmente porque me fazem sentir especial. Fazem-me sentir que vão sentir a minha falta quando eu parto para outras paragens. E isso, meus amigos, é a maior prenda que me podem dar! :)

03 maio 2007

Música para os meus ouvidos

Já aqui várias vezes mencionei o efeito que a música tem em mim, várias vezes já coloquei letras e/ou vídeos de músicas de que gosto. Mas não resisti a escrever mais um post sobre o tema!

Acho fascinante o poder que a música tem em mim. Excita-me, adormece-me, leva-me aos píncaros da alegria, às profundezas da tristeza, traz lembranças que eu já me tinha esquecido, adoça-me os pensamentos mais amargos.

Para além desse poder que a música tem, ainda tenho o hábito de associar pessoas ou momentos a músicas para que poder ainda aumente mais. E por isso, ontem, na viagem para casa, tive a sorte da rádio passar uma selecção que eu achei curiosa: todas elas me diziam algo. E lembrei-me de tantas coisas felizes que senti uma lágrima malandra a correr pela face.

Como é possível ter-se sido tão feliz (e ainda ser) e não se saber? Como é preciso serem os outros a cantarem-nos uma música para que nos lembremos que, quando "esprememos" os momentos vividos, o que conta são os momentos felizes?

Agradeço ao DJ pelos sons que foram música para os meus ouvidos e melodia para a minha mente.

01 maio 2007

Portugal de A a Z

Vale a pena ver esta enciclopédia!

Honras de Estado

Confesso que me impressionou - pela negativa - o impacto que a Comunicação Social deu à operação do Eusébio. O homem até pode ter sido um jogador fantástico, mas quer-se dizer! não é como se fosse o presidente da república. Não precisamos de saber que o Eusébio já deu o primeiro "pum" depois da operação.

Agora é vez do Simãozinho (que agora deve querer miminho PJ LOL)! Que raios! São só jogadores de futebol!!!! Abrir jornais e telejornais com as notícias das operações destes tipos é um bocadinho de mais, não? Ou será que sou que tenho mau feitio?

PS - Não é por eles serem do SLB, juro! Acharia na mesma mal se fossem jogadores do FCP, do SCP ou de qualquer outro!

Dia do Trabalhador

Porque é que no Dia do TRABALHADOR não se trabalha? Não me interpretem mal, para mim quantos mais feriados melhor, mas acho que o facto de hoje não se trabalhar é como se no Dia Mundial do Livro e da Leitura (que, creio eu é comemorado no dia 23 de Abril) dissessem "HOJE NÃO SE PODE LER!"...

27 abril 2007

Que enredo de telenovela!

O PROFESSOR QUE SÓCRATES NÃO CONHECIA,
NÃO CONHECEU NEM QUER OUVIR FALAR, A BEM DA NAÇÃO!

O nome é ANTÓNIO JOSÉ MORAIS e é um ENGENHEIRO A SÉRIO, DAQUELES RECONHECIDOS PELA ORDEM.

O António José Morais é primo em primeiro grau da Dr.ª Edite Estrela. É um transmontano tal como a prima que também é uma grande amiga do Eng. Sócrates. Também é amigo de outro transmontano, também licenciado pela INDEPENDENTE o DR. Armando Vara, antigo caixa da Caixa Geral de Depósitos e actualmente Administrador da Caixa Geral de Depósitos, grande amigo do Eng. Sócrates e da Dr.ª Edite Estrela.

O Eng. Morais trabalhou no prestigiado LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), só que devido ao seu elevado empreendedorismo canalizava trabalhos destinados ao LNEC, para uma empresa em que era parte interessada. Um dia foi convidado a sair pela infeliz conduta.
Trabalhou para outras empresas entre as quais a HIDROPROJECTO e pelas mesmas razões foi convidado a sair.

Nesta sua fase de consultor de reconhecido mérito trabalhou para a Câmara da Covilhã aonde vendeu serviços requisitados pelo técnico Eng. Sócrates. Daí nasce uma amizade.
É desta amizade entre o Eng da Covilhã e o Eng. Consultor que se dá a apresentação do Eng. Sócrates à Dr.ª Edite Estrela, proeminente deputada e dirigente do Partido Socialista.
E assim começa a fulgurante ascensão do Eng. Sócrates no Partido Socialista de Lisboa apadrinhada pela famosa Dr.ª Edite Estrela, ainda hoje um vulto extremamente influente no núcleo duro do líder socialista.

À ambição legítima do político Sócrates era importante acrescentar a licenciatura.
Assim o Eng. Morais, já professor do prestigiado ISEL (Instituto Superior de Engenharia de Lisboa) passa a contar naquela Universidade com um prestigiado aluno – José Sócrates Pinto de Sousa, bacharel.
O Eng. Morais demasiado envolvido noutros projectos faltava amiúde vezes ás aulas e naturalmente foi convidado a sair daquela docência.

Homem de grande espírito de iniciativa, rapidamente colocou – se na Universidade Independente.
Aí, o seu amigo bacharel José Sócrates, imensamente absorvido na politica e na governação seguiu – o "porque era a escola, mais perto do ISEL que encontrou".

E assim se licenciou, tendo como professor da maioria das cadeiras (logo quatro) o desconhecido mas exigente Eng. Morais. E ultrapassando todas as dificuldades, conseguindo ser ao mesmo tempo Secretário de Estado e trabalhador estudante licencia – se, e passa a ser Engenheiro, á revelia da maçadora Ordem dos Engenheiros, que segundo consta é quem diz quem é Engenheiro ou não, sobrepondo – se completamento ao Ministério que tutela o ensino superior.
(Essa também não é muito clara; se é a Ordem que determina quem tem aptidão para ser Engenheiro devia ser a Ordem a aprovar os Cursos de Engenharia.)•


Eis que licenciado o governante há que retribuir o esforço do HIPER MEGA PROFESSOR, que com o sacrifício do seu próprio descanso deve ter dado aulas e orientado o aluno a horas fora de normal, já que a ocupação de Secretário de Estado é normalmente absorvente.

E ASSIM FOI:
O amigo Vara, também secretário da Administração Interna coloca o Eng. Morais como Director Geral no GEPI, um organismo daquele Ministério.
O Eng. Morais, um homem cheio de iniciativa, teve que ser demitido devido a adjudicações de obras não muito consonantes com a lei e outras trapalhadas na Fundação de Prevenção e Segurança fundada pelo Secretário de Estado Vara.
Já muito conhecida, mas os "mamões" descobrem sempre onde mamar.


(Lembram - se que foi por causa dessa famigerada Fundação que o Eng. Guterres foi obrigado a demitir o já ministro Vara (pressões do Presidente Sampaio, o que levou ao corte de relações do DR. Vara com o DR. Sampaio? Consta – se até que o DR. Vara nutre pelo ex Presidente um ódio de estimação.)

O Eng. Guterres farto que estava do Partido Socialista (porque é um homem de bem, acima de qualquer suspeita, integro e patriota) aproveita a derrota nas autárquicas e dá uma bofetada de luva branca no Partido Socialista e manda – os todos para o desemprego.

Segue – se o DR. Durão Barroso e o DR. Santana Lopes que não se distinguem em praticamente nada de positivo e assim volta o Partido Socialista comandado pelo Eng. Sócrates E GANHA AS ELEIÇÕES COM MAIORIA ABSOLUTA.


Eis que, amigo do seu amigo é, e vamos dar mais uma oportunidade ao Morais, que o tipo não é para brincadeiras. E o Eng. Morais é nomeado Presidente do Instituto de Gestão Financeira do Ministério da Justiça.
O Eng. Morais homem sensível e de coração grande, tomba de amores por uma cidadã brasileira que era empregada num restaurante no Centro Comercial Colombo.
Esta já era conhecida há mais de um ano.
E como a paixão obnubila a mente e trai a razão nomeia a "brasuca " Directora de Logística dum organismo por ele tutelado a ganhar 1600 € por mês. Claro que ia dar chatice, porque as habilitações literárias (outra vez as malfadadas habilitações) da pequena começaram a ser questionadas pelo pessoal que por lá circulava. Daí a ser publicado no " 24 HORAS" foi um ápice. E ASSIM lá foi o apaixonado Eng. Morais despedido outra vez.



Só tenho pena que esta telenovela se baseie em factos BEM REAIS!

26 abril 2007

Vivo ou Morto

Diz-se que, quando uma pessoa morre, não morre realmente, vive até, enquanto alguém recordar os momentos que passou com essa pessoa.
Será que, se ninguém recordar os momentos que passou connosco, estamos mortos?

22 abril 2007

Lindo menino

"O meu respeito pelas mulheres aumentou muito após a experiência que tive no filme "300", quando me depilaram com cera quente" - Rodrigo Santoro

20 abril 2007

Pequena história

Levantou-se e permaneceu sentado, fechou o livro e continuou a leitura. Desde que se levantara da cama, manhã cedo, tudo lhe saíra ao contrário, sem que conseguisse, no final do dia, encontrar uma única explicação para tudo o que acontecera. Levantou-se e de novo permaneceu sentado, voltou a fechar o livro e leu-o até ao fim. Durante algum tempo pensou em tudo o que fizera nos últimos anos, a vida tinha-lhe corrido bem, a sorte nunca lhe tinha faltado, a sublinhar, é certo, opções correctas. Levantou-se e mais uma vez permaneceu sentado, fechou o livro e foi deitar-se, convencido de que amanhã seria outro dia e talvez tudo voltasse ao normal, afinal só a morte não tinha remédio. Nada disso, nada mas mesmo nada disso, adormeceu e nunca mais acordou, saiu-lhe tudo ao contrário, menos a morte, que é astuta e maliciosa e não gosta de contradições.
em "Mil e Uma Pequenas Histórias"

18 abril 2007

Novas Oportunidades

Achei o máximo...

Contorcionismo

"Apesar de ter as mãos atadas, dei o braço a torcer, e fiz tudo com uma perna às costas."

em Ironia do Destino

Água e Azeite

Nunca sentiram que são azeite num mundo cheio de água? Por mais que tentem, não se conseguem misturar? Afinal, poder-se-á misturar água e azeite? Acabar com a identidade e individualidade de cada um? E, a ser possível, por que queremos fazê-lo?

A conclusão a que cheguei foi que água e azeite não se misturam, mas podem estar no mesmo recipiente. E o resultado pode ser muito mais interessante do que água com água e azeite com azeite! :)

11 abril 2007

Novos hábitos...

Memories consume
Like opening the wound
I’m picking me apart again
You all assume
I’m safe here in my room
(unless I try to start again)

I don’t want to be the one
The battles always choose
‘Cause inside I realize
That I’m the one confused

I don’t know what’s worth fighting for
Or why I have to scream
I don’t know why I instigate
And say what I don’t mean
I don’t know how I got this way
I know it’s not alright
So I’m
Breaking the habit
Tonight

Clutching my cure
I tightly lock the door
I try to catch my breath again
I hurt much more
Than anytime before
I had no options left again

I’ll paint it on the walls
‘Cause I’m the one at fault
I’ll never fight again
And this is how it ends

I don’t know what’s worth fighting for
Or why I have to scream
But now I have some clarity
To show you what I mean
I don’t know how I got this
I’ll never be alright
So I’m
Breaking the habit
Breaking the habit
Tonight

Linkin Park - Breaking The Habit

08 abril 2007

Boa, eu?

"Considero-me uma boa pessoa. Quero que toda a minha família, todos os os meus amigos, colegas, conhecidos e até desconhecidos sejam felizes com as suas opções de vida. Mas - há sempre um "mas" - quando se trata de um "ex" da minha vida um pequeno bocadinho de mim deseja secretamente que não possa ser tão feliz com outra pessoa como foi comigo. Apenas porque tenho medo de ser esquecida no meio das outras recordações escondidas num local escurinho e esquecido. Se calhar, lembrei-me agora, não sou tão boa como pensava quando comecei a escrever esta folha da agenda..."

em Pensamentos de uma mente diferente

05 abril 2007

Sempre diferentes

Antes de serem obrigatórios, quando havia um acidente ninguém usava coletes reflectores excepto os srs. polícias.
Agora que é obrigatório e toda a gente usa os ditos coletes... já vi três acidentes em que os polícias se distinguem por não usar nada (vestido) que seja flurorescente.
Será que gostam mesmo é de ser diferentes?

27 março 2007

Amizade

A amizade é como uma árvore. Quando bem cuidada floresce, quando não, simplesmente murcha e morre.

17 março 2007

"Nunca digas desta água não beberei"...

... porque quando deres por ela estás "afogado/a" numa piscina cheia dessa mesma água!

12 março 2007

3=2

Se matematicamente falando 3=2 é um erro de todo o tamanho ou, na melhor das hipoteses, uma igualdade incompleta, nas nossas autoestradas é uma afirmação 90% correcta!
Cheguei a esta brilhante conclusão após várias centenas de km a fazer o triângulo Porto - Braga - Paredes - Porto, pois se não contarmos com os veículos pesados, consegue-se fazer (quase) todo o percurso pela faixa mais à direita sem encontrar automóveis à nossa frente, só ao nosso lado, muitos deles a andarem mais devagar do que nós.
Pergunto-me para quê tantas obras de alargamento... quer tenham 2 ou 3 faixas, a malta só gosta das duas mais à esquerda!!!

Ah! só mais uma coisinha. Para os que são "antiquados" e ainda dão "pisca" para mudar de faixa, mudar de direcção ou, ainda mais radical, para assinalar perigo (vulgo "4 piscas")... eh pá deixem-se disso que está fora de moda. Isso já não se usa! :S

03 fevereiro 2007

Há coisas que nos fazem pensar

"O doente do quarto 129

Quando começamos no jornalismo vivemos obcecados pelos factos, pelas notícias. Depois percebemos que o melhor que pode acontecer a um jornalista é ter uma boa história para contar. E eu tinha uma grande história: um homem que teve um acidente de trabalho ficou paraplégico e vive há 34 anos num hospital português. Embora tivesse ficado acamado com apenas 18 anos, continua a receber visitas da terra. Por vezes, até se organizam excursões. O acidente roubou-lhe a juventude, uma futura família e a possibilidade de ver o mundo em directo. A televisão é a sua ligação à realidade fora das paredes do hospital; o Benfica, o único prazer. Mas o doente do quarto 129 não perdeu a vontade de viver. Mais: continua a preocupar-se primeiro com os outros e só depois com ele próprio.

Um dia a equipa do hospital resolveu fazer uma “vaquinha” e comprar um leitor de vídeo para oferecer ao doente mais antigo da casa – já sobreviveu a vários directores. Ficou muito emocionado, mas guardou-o para oferecer aos pais. “Ainda não tinham”, justificou-se.

A vida do doente do quarto 129 é uma daquelas histórias com muitas histórias dentro. Queria tanto contá-la! Pedi as devidas autorizações e toda a gente estava de acordo com a minha visita ao hospital. Todos menos o doente do quarto 129. Apelei aos mais variados recursos: médicos, enfermeiros, irmãos. E nada.

Mas um repórter que se preze não desiste à primeira nega, nem à segunda, nem... enfim, não desiste. Andei a adiar porque não queria ser mais um problema na vida do doente do quarto 129.

Finalmente, ganhei coragem. Entrei no quarto e tratei logo de explicar ao que vinha, para logo acrescentar que me iria embora imediatamente se fosse essa a sua vontade. Respondeu-me com um forte abanar de cabeça. Nem pensar. Fez questão que me aproximasse. Corte de cabelo impecável, boa aparência, jovem para os seus 52 anos. Na garganta, um tubo que o ajuda a respirar. O diálogo não é fácil. Mas o doente do quarto 129 não se importa e conversa amenamente comigo. Da sua paixão pelo Benfica, que já lhe valeu a visita de várias estrelas ao hospital; da sua concordância com a eutanásia, embora se recuse a imaginá-la para si próprio; da dedicação da equipa de enfermagem, que é como uma família; das várias gerações de técnicos que já passaram por si – alguns até lhe entregavam os filhos enquanto iam trabalhar; da solidariedade de amigos e família que tem sentido durante todos estes anos.

Só havia um senão: o doente do quarto 129 não queria dar entrevistas. Quando me despedi perguntei-lhe se poderia voltar. Ainda não tinha desistido de o convencer. Respondeu-me que sim, com um sorriso.

Nessa noite jogava o Benfica. Antes de me deitar quis saber – coisa inédita para mim – o resultado do jogo. Os encarnados tinham ganho. Ainda bem! Pelo menos agora quando me falam no Benfica já me diz alguma coisa.

Saí do hospital convencida que iria voltar para tentar convencer o doente do quarto 129 a mudar de ideias quanto à entrevista para a VISÃO. E fiquei a pensar como seria a próxima visita. Engraçado o pensamento, não é? Consegue levar-nos, com o nosso consentimento, para onde não queremos: a grande história do doente do quarto 129 é que, apesar de só conseguir mexer a cabeça e de estar internado num hospital há 34 anos, pôde decidir – contra tudo e contra todos – que não queria dar entrevistas."

in Visão "PELA SUA SAÚDE" - Isabel Nery

17 janeiro 2007

Arveres somos nozes

Desculpem lá ser mais um vídeo, mas não resisti...

15 janeiro 2007

Ignorância pura!

14 janeiro 2007

Grandes portugueses

"Vítor Baía e Pinto da Costa fazem parte da lista dos cem grandes portugueses. Ora, esta coisa da eleição dos cem grandes portugueses faz de nós todos pequenos portugueses ou, no máximo, portugueses médios ou assim-assim e essa é a maior das injustiças. Grandes portugueses são aqueles que acordam todos os dias às seis da manhã, para tomarem um banho a correr se quiserem ter água quente para dar banho também aos filhos que já nasceram numa maternidade espanhola e que é preciso agasalhar porque estudam numa escola sem aquecimento aonde chegam depois de duas horas num autocarro comprado em segunda-mão a um sucateiro alemão. Grandes portugueses são aqueles que apanham sete autocarros para chegar ao emprego a que nunca faltam apesar dos caprichos dos STCP ou da Carris, tanto faz, e cumprem o horário de entrada mas flexibilizam o de saída e não recebem horas extras porque vivem sob a ameaça de deslocalização da empresa para o extremo-oriente. Grandes portugueses são aqueles que enchem o metro, os comboios e os autocarros no regresso a casa aonde todos os dias fazem o milagre da multiplicação dos pães que dividem pela família antes de tentarem esquecer tudo em frente à televisão que lhes explica que é muito bom ser-se pobrezinho e que os ricos são todos muito infelizes. Grandes portugueses são aqueles que, ao fim de mais um dia destes, têm uma paciência inesgotável para os filhos que sentam no colo, enchem de mimos e educam para também eles poderem ser, um dia, grandes portugueses. Como Vítor Baía ou Pinto da Costa. "
(Jorge Maia / Gimli)

05 janeiro 2007

Qual foi o acontecimento do ano em Portugal?

"Para mim, é a repetição do milagre que as mulheres portuguesas continuam a fazer. Estão nas filas dos transportes públicos às seis da manhã para ir para o trabalho e depois, à noite, em casa, vão mantendo tudo como se lá estivessem estado todo o dia. Face ao que fazem todos os dias, tudo o mais no País é realmente banal."

Mário Crespo (jornalista) in Notícias Magazine (20.Dezembro.2006)