Faltam...

Daisypath Happy Birthday tickers

28 janeiro 2006

Bolas de neve

Se é verdade que as conversas são como as cerejas, não é menos verdade que as discussões são como bolas de neve. Ao princípio, são apenas um pedacito de neve que vamos empurrando por uma descida pouco acentuada, sempre a controlar a situação.
Quando por damos por ela, nós já estamos no meio da bola, a descer a encosta mais íngreme, e já não controlamos nada, bem pelo contrário, nós é que estamos a ser controlados pela neve.

Quando chegamos ao final da descida, já todos desfeitos, temos duas soluções: ou esperamos o sol derreta a neve ou abrimos caminho, de dentro da bola para fora. É sempre difícil escolher o que fazer. Eu, pelo menos, tenho sempre grandes dificuldades em sair da bola.

Mas os problemas não acabam quando já não fazemos parte da bola. É que convém voltar ao topo da montanha. Já percebemos que a descida era má – tanto que nos enrolamos (no bom sentido!!!!) com a bola. Mas, apercebemo-nos quando começamos a subir, que a descida foi uma brincadeira de crianças quando comparada com o esforço de subir.

Mas, acreditem, que o esforço vale a pena. Porque quando passamos as nuvens, a vista é magnífica e podemos ser deuses…


26 janeiro 2006

Tears to shed

Mais uma vez, o filme de Tim Burton, "The Corpse Bride", consegue mexer na minha maneira de sentir, desta vez através da música [tenho a certeza que este é maior orgulho na vida do realizador! :) ]. Estou a falar da música de Danny Elfman,"Tears to shead". Se eu já gostei de a ouvir enquanto via o filme, quando a ouvi em casa (obrigada, P.) derreti-me.

Neste comovente momento musical, Emily, a noiva cadáver, canta que apesar de não sentir dor quando toca numa vela e saber que está realmente morta, não consegue evitar a sensação de um coração despedaçado e que de facto ainda lhe restam algumas lágrimas para chorar.
A tristeza de Emily, contrasta de uma forma brilhante com a alegria (apesar de forçada) dos amigos que a tentam animar.

É das poucas músicas em que não me identifico com a letra (óbvio!) e que mexem mesmo comigo. Dá-me vontade de fechar os olhos e ouvir até cansar, num local sossegado e na penumbra. *suspiro* . Podem ter a certeza que é o que vou fazer hoje à noite...

Para quem estiver interessado, aqui fica a letra desta belíssima melodia:


MAGGOT: What does that whispy little brat have that you don't have double?
BLACK WIDOW: She can't hold a candle to the beauty of your smile
CORPSE BRIDE: How about a pulse?
MAGGOT: Overrated by a mile
BLACK WIDOW: Overbearing
MAGGOT: Overblown
MAGGOT AND BLACK WIDOW: If he only knew the you that we know
CORPSE BRIDE: (sigh)
BLACK WIDOW: And that silly little creature isn't wearing his ring
MAGGOT: And she doesn't play piano
MAGGOT AND BLACK WIDOW: Or dance
MAGGOT: Or sing
MAGGOT AND BLACK WIDOW: No she doesn't compare
CORPSE BRIDE: But she still breathes air
BLACK WIDOW: Who cares?
MAGGOT: Unimportant
BLACK WIDOW: Overrated
MAGGOT: Overblown
MAGGOT AND BLACK WIDOW: If only he could see
How special you can be
If he only knew the you that we know

CORPSE BRIDE: If I touch a burning candle I can feel no pain
If you cut me with a knife it's still the same
And I know her heart is beating
And I know that I am dead
Yet the pain here that I feel
Try and tell me it's not real
For it seems that I still have a tear to shed

MAGGOT: The sure redeeming feature
From that little creature
Is that she's alive
BLACK WIDOW: Overrated
MAGGOT: Overblown
BLACK WIDOW: Everybody know that's just a temporary state
Which is cured very quickly when we meet our fate
MAGGOT: Who cares?
BLACK WIDOW: Unimportant
MAGGOT: Overrated
BLACK WIDOW: Overblown
MAGGOT AND BLACK WIDOW: If only he could see
How special you can be
If he only knew the you that we know

CORPSE BRIDE: If I touch a burning candle I can feel no pain
If you cut me with a knife it's still the same
And I know her heart is beating
And I know that I am dead
Yet the pain here that I feel
Try and tell me it's not real
For it seems that I still have a tear to shed

20 janeiro 2006

Os efeitos nefastos da feijoada

Esta história já tem alguns anos, mas por mais vezes que a leia continuo a rir-me como se a lesse pela primeira vez. Gosto tanto dela que resolvi partilha-la com vocemecezes!

(Cuidado! a linguagem deste post pode ferir a susceptibilidade dos leitores mais sensíveis!)

O Tona adorava feijoada. Porem, sempre que comia, o feijão causava-lhe uma reacção fortemente embaraçosa. Algo muito forte. Um dia apaixonou-se. Quando chegou a altura de pedir a mulher em casamento, pensou:
- Ela e de boas famílias, cheia de etiquetas, uma verdadeira atleta, não vai aguentar estar casada
comigo se eu continuar a comer feijão. Decidiu fazer um sacrifício supremo e deixou-se de
feijoadas. Pouco depois estavam casados.

Passados alguns meses, ao voltar do trabalho no Douro o carro avariou. Como estava longe, ligou para a Sofia e avisou que ia chegar tarde pois tinha que regressar a pé. No caminho, passou por um pequeno restaurante e foi atingido pelo irresistível aroma de feijoada acabadinha de fazer. Como faltavam vários quilómetros para chegar, achou que a caminhada o iria livrar dos efeitos nefastos do feijão. Então entrou e pediu. Fez a sua pirâmide no prato e, ao sair, tinha três doses de feijoada no estômago.

O feijão fermentou e durante todo o caminho, foi-se peidando sem parar. Foi para casa a jacto. Peidava-se tanto que tinha que travar nas descidas e nas subidas quase não fazia esforço para andar. Quando se cruzava com pessoas continha-se ou aproveitava a oportuna passagem dum ruidoso camião para soltar o dito gás. Quando chegou a casa, já se sentia mais seguro. A mulher parecia contente quando lhe abriu a porta e exclamou:

-"Querido, tenho uma surpresa para o jantar!".

Tirou-lhe o casaco, pôs-lhe uma venda nos olhos, levou-o até a cadeira na cabeceira da mesa, sentou-o e pediu-lhe que não espreitasse. Nesse momento, já sentia mais uma ventosidade anal a porta! No momento em que a Sofia ia retirar a venda, o telefone tocou. Ela obrigou-o a prometer que não espreitava e foi atender o telefone. Era a Xuxu...

Enquanto ela estava longe, o Tona aproveitou e levantou uma perna e -pprruueett - soltou um! Era um peido Comum. Para alem de sonoro, também fedeu como um ovo podre!
Aliviado, inspirou profundamente, parou um pouco, sentiu o fedor através da venda e, a plenos pulmões, soprou varias vezes a toda a volta para dispersar o gás.
Quando começou a sentir-se melhor, começou outro a fermentar! Este parecia potente! Levantou a perna, tentou em vão sincronizar uma sonora tossidela para encobrir, e ... pprrraaaaaaaa! Sai um rasgador tossido. Parecia a ignição de um motor de camião e com
um cheiro mil vezes pior que o anterior!

Para não sufocar com o cheiro a enxofre, abanou o ar sacudindo os braços e soprando em volta ao mesmo tempo, esperando que o cheiro se dissipasse. Quando a atmosfera estava a voltar ao normal, eis que lá vem outro. Levantou a outra perna e deixou sair o torpedo! Este foi o campeão: as janelas tremeram, os pratos saltaram na mesa, a cadeira saltou e num minuto as flores da sala estavam todas murchas. Quase lhe saltavam os sapatos dos pés.

Enquanto ouvia a conversa da Sofia ao telefone no corredor, sempre fiel a sua promessa de não espreitar, continuou assim por mais uns minutos, a peidar-se e a tossir, levantando ora uma perna ora a outra, a soprar a volta, a sacudir as mãos e a abanar o guardanapo.
Uma sequencia interminável de bufas, torpedos, rasgadores e peidos comuns, nas versões secas e com molho. De quando a quando acendia o isqueiro e desenhava com a chama círculos no ar para tentar incinerar o nefasto metano que teimava em acumular-se na atmosfera.

Ouviu a Sofia a despedir-se da Xuxu e sempre com a venda posta, levantou-se apressadamente, e com uma mão deu umas palmadas na almofada da cadeira para soltar o gás acumulado, enquanto abanava a outra mão para espalhar. Quando sacudia e batia palmadinhas nas calcas largas para se libertar dos últimos resíduos, ouviu o plim do telefone a desligar, indicando o fim da solidão e liberdade de expressão.

Alarmado, sentou-se rapidamente, e num frenesim abanou apressadamente mais algumas vezes o guardanapo, dobrou-o, pousou-o na mesa, compôs-se, alinhou o cabelo, respirou profundamente, pousou as mãos ao lado do prato e assumiu um ar sorridente. Era a imagem da inocência quando a Sofia entrou na sala. Desculpando-se pela demora, ela perguntou-lhe se
tinha olhado para a mesa. Depois de ele jurar que não, ela retira-lhe a venda, e...

SURPREEEESAA!!!

Estavam 12 pessoas perplexas, lívidas e amarelas sentadas a mesa: Os pais, os sogros, os irmãos e os colegas de tantos anos de trabalho. Era a festa surpresa de aniversário do TONA!

17 janeiro 2006

Dias cinzentos

Em dias de chuva só me apetece ficar em casa, de pijama, não necessariamente na cama, mas cheia de mimo. Eu adoro ver chover quando estou quentinha e sei que a chuva não me vai afectar porque não tenho que ir a nenhum lado…

Em dias cinzentos como o de hoje, sou atacada por uma forte “preguicite” aguda. O desejo de estar na sorna, apenas a conversar ou a fazer qualquer coisa (menos trabalhar, claro) é grande. Muito grande!

Mas como nem sempre temos o que queremos (“cada um tem o que merece”), lá tive que vir trabalhar… a preguiça é realmente mais que muita, tanta como a vontade de voltar para casa. O esforço para me concentrar é grande e nem a música me anima.

Os dias de chuva fazem-me recordar Guimarães, cidade onde estudei IG . No meu ano de caloira (ah, o meu ano de caloira!!! *suspiro*), uma amiga, a CG, tinha sempre a mãe a ir buscá-la à sexta-feira e, gentilmente, dava-nos boleia (a mim e ao CD) até casa, no Porto. Pois era certo e sabido que a partir do momento em que entravamos no carro que iria começar a chover. A minha frase semanal acabou por ficar famosa entre os três: “Odeio chuva, odeio Guimarães, eu quero ir para casa!” A semana não podia acabar sem eu dizer isto…

E a verdade é que, sempre que chove, acabo por repetir a frase. E hoje a frase faz mais sentido do que nunca….

12 janeiro 2006

Dança Nua

Quando hoje vinha a caminho do trabalho, a ouvir, como habitualmente, a Antena 3, eis que começo a ouvir esta música fantástica do final dos anos 80...

Tão perto daquela antiga avenida
Passeiam as moças da noite
Que hão-de chamar ao meio das pernas
Os olhares que passam

Uma quer levar-me mas eu não vou ficar
Apenas vou sorrir, passar

Desço ao cais onde o brilho da ponte
Ilumina um bar tão vazio
Mas sei que tão cheio vai ficar
Por mil tragos, avancem

Uns para o meu lado, outros para a frente
Vamos lá rapazes por mil tragos cantar

Eram já três, venham mais duas
As damas ao meio p'ra dança nua
E uma volta a entornar e outra voz a cantar
Trocam-se os passos no ar, esperem ainda que...

Eram já três, venham mais duas
As damas ao meio p'ra dança nua
E uma volta a entornar e outra voz a cantar
Trocam-se os passos no ar, esperem ainda que...

Olhos inchados, descanso no cais
À beira de um barco esquecido
Que tal como eu já foi tão forte
Mas feliz só esta noite

Leva-me contigo, dentro de ti
Para depois voltar ao bar
E por mil tragos cantar

Eram já três, venham mais duas
As damas ao meio p'ra dança nua
E uma volta a entornar e outra voz a cantar
Trocam-se os passos no ar, esperem ainda que...

Eram já três, venham mais duas
As damas ao meio p'ra dança nua
E uma volta a entornar e outra voz a cantar
Trocam-se os passos no ar, esperem ainda que...

Esta canção dos Essa Entente entrou-me na mente e não descansei enquanto eu não escrevi a letra... Como devem ter calcular, agora sou uma mulher descansada... :) Se eu conseguir, vou colocar brevemente o mp3 aqui no blog....

Divirtam-se!

10 janeiro 2006

A Noiva Cadáver


Após muita ansiedade, ontem fui finalmente ver "A Noiva Cadáver" e não fiquei nada desiludida, bem pelo contrário. Valeu todos os minutos de espera!

O filme, baseado num conto popular russo, tem o argumento do fabuloso Tim Burton e conta a história de um jovem, Victor, que se casa acidentalmente com uma noiva que já está morta, após ter sido humilhado no ensaio do casamento, e que faz com que ele conheça o mundo dos mortos, por sinal bem mais animado e colorido do que o mundo dos vivos, enfadonho e cinzento.

Durante o filme, ri, dancei (discretamente, sem sair do meu lugar - acho que os vizinhos dos lados nem se deram conta... :) ) e até me vieram as lágrimas aos olhos. Estas emoções acontecem-me de uma forma mais ou menos recorrente nos fimes com "actores de carne e osso", mas com desenhos animados é outra história, é realmente coisa rara.

Ao procurar mais coisas sobre o filme, descobri que este foi feito através de animação de volumes, que é uma técnica extremamente trabalhosa, já que é conseguida através da manipulação de marionetas que são fotografadas, fotograma a fotograma. Cada movimento, por mais simples que seja, implica vários takes, já que os bonecos se mexem apenas alguns milímetros de cada vez. Para conseguir um ou dois segundos de filme é necessário filmar cerca de 12 horas!!!! Isto apenas serviu para aumentar ainda mais a minha admiração pelo filme. Mas, mesmo assim, ainda houve quem se espantasse pelo filme ter "apenas" 78 minutos! :)

Após o ter visto este, Edward Scissorhands (1990), Ed Wood (1994), Sleepy Hollow (1999), Planet of the Apes (2001) e Big Fish (2003), vou mesmo ter que descobrir tempo para ver Charlie and the Chocolate Factory esta semana!
Além disso, quando o "Corpse Bride" vier para dvd, um deles vem para minha casa! Mesmo tendo noção que perde um pouco do seu encanto quando é visto num televisor, é um filme para rever sempre que nos apetecer...

08 janeiro 2006

Cubo Mágico

Quem não se lembra do Cubo Mágico ou Cubo Rubik?Eu nunca o esqueci, mas hoje recordei-me dele com uma intensidade especial...

Este fantástico jogo foi inventado em 1974 por Erno Rubik, um conferencista no Departamento de Design Interior na Academia de Artes Aplicadas e Ofícios em Budapeste, Hungria. Rubik estava interessado em geometria, especialmente em formas tridimensionais. Um dia, enquanto observava o fluxo do Danúbio, Rubik teve a ideia de um mecanismo interno cilíndrico que permitia a manipulação fácil do cubo de 54 faces.
Estava criado um bonito quebra-cabeças que encantou toda uma geração (ou até mesmo duas...)!

Eu passei horas intermináveis a tentar colocar cada cor no lado certo do cubo, estraguei dois cubos a fazer batota (isto é, tirava as peças e encaixava-as no local certo) e acabei por perder o que andava sempre comigo na mochila. A triste verdade é que nunca consegui terminar o jogo. Talvez porque não existia esta ajuda preciosa para quem o quiser jogar mesmo à séria.
E para quem não tiver o Cubo deixa de ter desculpas para não jogar: já existe o Cubo Rubik Virtual!
Pode ser que agora, que sou mais crescidinha, tenha mais paciência e mais sabedoria para o conseguir terminar...