Faltam...

Daisypath Happy Birthday tickers

28 abril 2006

Mudanças e Melhorias

Decidi que o Franquia não estava bem ao meu gosto e tentei melhora-lo um bocadinho. Pequenos pormenores, nada de radical.

A apresentação do blog foi, talvez, o que mais "sofreu". Coloco aqui a frase antiga em homenagem ao Gimli que, de nós os dois, era o único que dela gostava. Segundo ele, era uma verdade universal. Assim, para mais tarde recordar, aqui está ela:

"Como a maioria dos criadores de blogs, espero que o meu seja diferente dos outros, mas não contem muito com isso! :)".





["A spoof is a humorous take on an established idea, cultural movement, television program, movie, play, or book. Spoofs almost always make satirical humour of the movie or play, poking fun at various aspects while retaining the general plot or idea. They are a form of parody." in wikipedia"]

27 abril 2006

TicTac!

Tictac! Tictac! O relógio não pára e os ponteiros estão sempre a rodar. Creio que a falta de tempo é a base de muitos dos nossos problemas. Anda toda a gente numa correria, sempre com imensas coisas para fazer e a “deitar os bofes pela boca”. O emprego, o trânsito e tantas outras coisas tiram-nos o tempo para nos dedicarmos a nós, à família e aos amigos. Quantas e quantas coisas nós deixámos de fazer por nós por que não temos tempo? E isso deixa-nos stressados. E quando estamos stressados, discutimos mais. E se discutimos ficamos infelizes… Onde raio pára o tempo de qualidade que cada um de nós merece? Cheguei à brilhante ( !) conclusão de que ou organizamos o tempo ou somos (des)organizados por ele.

“O tempo é aquilo que nos foge. Quanto mais cheia está a vida de obrigações, responsabilidades, compromissos, afazeres, tarefas e hábitos, mais depressa parece que nos escorre por entre os dedos. Quem nunca experimentou a sensação de passar alguns meses em intensa actividade, em que os dias parecem preenchidos de manhã à noite, mas que depois, olhados à distância, ficou a sensação de que o tempo se comprimiu em algumas semanas ou dias e ficamos sem saber para onde foi todo esse esforço e toda essa agitação. Cada vez mais os dias parecem comprimir-se na memória como num cenário bidimensional onde aparece aqui e ali uma imagem do que ficou feito, mas sem densidade nem substância. Sem a qualidade que, por vezes, esse tempo passado em lazer, mesmo sem fazer nada, durante umas férias, por exemplo, parece ter. Então, quando temos tempo para parar, faz-se normalmente a queixa frequente: ‘até parece que ainda ontem era criança ou adolescente e tinha tempo para tudo’. Houve um tempo de qualidade nas nossas vidas que custa manter e recuperar nos tempos que correm.” (Simplifique a sua Vida - Elaine St. James)

Todas as relações – família, amigos ou colegas – dependem do investimento afectivo contínuo que estamos dispostos a dar. Todos nós temos necessidades que precisam de ser preenchidas através do tempo dos outros, precisamos que “estejam lá” quando é preciso – sempre que é preciso – e não apenas quando é possível. Claro que esse investimento, este “estar lá” é tão mais necessário quanto mais profunda for a relação. Mas o ponto fulcral é que para “estar lá” é preciso ter tempo para eu dar aos outros e para os outros me poderem dar a mim. Se eu não tenho tempo, não posso “estar lá” quando sou necessária, mas também não posso ser “encontrada” quando preciso que “estejam cá” para mim.

Por esse motivo, ultimamente estou a tentar utilizar a agenda não só para me relembrar de aniversários e anotar pensamentos, despesas e resultados do futebol, mas também para conseguir organizar o meu tempo, para me ajudar a colocar as minhas prioridades em ordem. Tenho a esperança que, se conseguir organizar o meu tempo, este vai ser de qualidade. Para mim e para os que me rodeiam.

25 abril 2006

Eia! Eia! Eia!

Já tenho o Corpse Bride - A Noiva Cadáver em DVD!

Eia! Eia! Eia!

(Era só isto que eu tinha para escrever! :))

24 abril 2006

Um Pouco Mais de Azul

A cidade acordou com olheiras
Por ter folgado até às tantas
E as varandas da Ribeira
Ainda estavam azuis e brancas
Lá em baixo até o rio tinha
Um tom menos barrento
Mas bem na alma era dragão Douro
Portista a cem por cento
E tu agora que chegaste
Vindo de longe vindo de fora
Que festa é esta perguntaste
Qual é o santo que reina a esta hora
É só um pouco mais de azul
É só um pouco de euforia
É só um pouco mais de azul
Porque amanhã é outro dia
Que dia que dia
E é preciso começar de novo
Há muito quem beba do fino
E coma em pratos de marfim
A gente primeiro come a relva
E faz a festa no fim
E vai trabalhar sem dormir
Como se nada fosse
E até a segunda-feira
Tem um sabor agridoce


Carlos Tê


(Obrigada, Gimli...)

23 abril 2006

21 abril 2006

Rosas sem raiz

Ninguém me deixe sozinha
Velem todos ao meu lado
Digam que nada foi meu
Foi tudo emprestado...

Abram bem fundo o minha cova
Quero ser bem enterrada
Sentir fundo um sonho fundo
No profundo do meu nada!

Deixem-me, deixando em paz
Os dedos que escreveram
Morrendo pelo papel
Agora mortos enfim!

Eram círios de mãos postas
Rezem flores na minha campa
Pelas rosas sem raiz
E nunca chorem por mim!


(1993)

19 abril 2006

Um sonho de trabalho

Não confundir. O título deste post é um sonho de trabalho, não é um trabalho de sonho.
O primeiro é o que eu tenho, o segundo é o que eu quero! LOL

Já algum tempo que ando a sonhar com o meu local de trabalho, com situações de trabalho e/ou com os colegas de trabalho. Alguns sonhos são completamente doidos, mas a maioria deles é muito realista. O mais engraçado é que dois deles já me ajudaram a resolver problemas.

Não admira que eu me sinta cansada. Trabalho de dia e de noite!!!! Estou a precisar mesmo de férias.

17 abril 2006

Fruta da época

“O fruto proibido é o mais apetecido”. Sempre pensei que este ditado popular fosse verdadeiro, mas hoje cheguei à conclusão que não é bem assim, pelo menos no que me diz respeito.

Para mim, o fruto só é apetecido se for um bocadinho proibido. Se for mesmo proibido, mesmo muito proibido, daqueles que têm um sinal de “Perigo de Morte”, eu nem penso em “come-lo”. Ou melhor, pensar até penso, mas nunca passo à acção. Simplesmente, é proibido de mais.

Por outro lado, o facto de o fruto não ser proibido não significa que não seja apetecido, é apenas apreciado de outra forma…

15 abril 2006

Mais 7...

“Se escreveste sobre os sete pecados capitais também devias escrever sobre as virtudes”. Pareceu-me ser justa a sugestão do JP. E por isso resolvi segui-la.

As virtudes principais são a fé, a esperança, a caridade, a prudência, a justiça, a força (ou fortaleza) e a temperança. A igreja dividiu-as em virtudes teologias (as primeiras três) e em virtudes humanas ou morais (as restantes quatro).

É através da fé que cremos em Deus. Seja qual for o nome que Lhe dermos. Não é preciso pertencer a uma religião para acreditarmos em Deus. Nem sequer precisamos se acreditar em tudo que a nossa religião nos diz. Eu não acredito em muitas coisas escritas na Bíblia ou ditas pela Igreja Católica (que é a Igreja a que pertenço). Mas isso não significa que eu acredite menos em Deus.

O que é a esperança? A esperança é a virtude pela qual desejamos e esperamos de Deus, com uma firme confiança, a vida eterna e as graças para merecê-la, porque Deus assim nos prometeu. Se existe uma vida após da morte? Eu espero que sim. Pode ser como os cristãos acreditam, ou como os muçulmanos, ou os judeus, ou os budistas ou até como os antigos egípcios (não podia faltar). Não me interessa. Não posso é acreditar que tudo acaba com a morte. Mas pelo sim, pelo não, vou fazendo os possíveis para gozar o máximo da vida.

A caridade não é mais do que amarmos o nosso semelhante com amor filial e fraterno. No fundo, amarmos os outros como a nós mesmos. Nos nossos dias, há pouca caridade porque há muitos que amam os outros sem se amarem a eles próprios e muitos que se amam mais do que aos outros. É uma pena que não possa haver uma média para que o mundo pudesse ser um mundo melhor.

A virtude que dispõe da razão prática para discernir, em toda circunstância, o bem do mal e escolher os meios justos para realizá-lo é chamada de prudência. Escolher o caminho do bem nem sempre é fácil, não porque ele seja difícil de seguir mas porque, muitas vezes, é difícil de distinguir. Às vezes, só me apercebo que fiz más opções depois de ver os resultados e nessa altura já é tarde. Mas isso nem é o pior. O pior mesmo é quando faço más opções e nem me apercebo do quão más elas são.

Justiça. Hum. Será que vale a pena falar de justiça? Segunda a Igreja Católica, “a justiça é a virtude que consiste na constante e firme vontade de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido”. Nos dias que correm, toda a gente se queixa da justiça. Ninguém é justiçado. Ou melhor, ninguém se sente justiçado. Basta abrir os jornais ou falar com um grupo de pessoas para a frase “não é justo” surja mais do que uma vez. Falta saber se têm razão ou se já é hábito…

A força, como virtude, não é a força física de cada um. É a força moral que nos permite ter prudência. Para escolhermos o caminho certo ou para reconhecermos que escolhemos o caminho errado é necessária muita força de espírito. Mas para perdoarmos não é precisa menos coragem.

Por fim, a temperança é virtude que modera a atracção para os prazeres sensíveis e procura a moderação no uso dos bens criados. Pareceu-me bem utilizar uma frase profunda para terminar as virtudes. A temperança não significa que uma pessoa se tenha que privar dos prazeres da vida. Isso não seria uma virtude, mas sim um pecado. A temperança é a moderação que nos permite ser senhores dos nossos prazeres e não escravos deles. É poder desfrutar deles porque queremos e por isso desfrutar também da nossa liberdade. Sem a temperança somos prisioneiros dos nossos vícios e pior do que isso, somos prisioneiros de nós próprios.


Depois de ter escrito isto tudo, só me basta terminar com um pensamento: as virtudes são muito mais bonitas, mas os pecados são muito mais interessantes! LOL

[Obrigada, McBrain, pela "censura" ;)]

11 abril 2006

7 Pecados Mortais

Por incrível que pareça, o que menos me assusta na religião católica são os temíveis sete pecados mortais. São sete mas não são mortais. Pelo menos eu não os vejo dessa forma. Quer dizer, depois de ver o SE7EN podemos pensar de outra forma, mas de uma maneira geral, não são.

Preguiça. Gula. Luxúria. Ira. Cobiça. Inveja. Orgulho. Quem se puder gabar de não ter cometido nenhum já deve ter morrido… de tédio!!! Se são realmente pecados mortais e levam a nossa alma directamente para os domínios de Belzebu, bem, pessoal, a malta vê-se toda lá.

Além disso, porque raio é que são pecados assim tão maus? A preguiça e a gula, por exemplo. A prejudicar alguém, esse alguém seríamos nós. Mas por outro lado estaríamos a beneficiar a indústria dos colchões e da restauração. Ou seja, estamos a fazer uma boa acção, certo?

Luxúria. Além de ser uma palavra bela, a luxúria é outro pecado que pode beneficiar o próximo. Aliás, quem comete este pecado está bem próximo do seu “irmão”. Este pecado tem uma vantagem sobre todos os outros. Se realmente for pecado mortal – e não uma virtude como eu o estou a tentar transformar – e se formos parar ao Inferno, pelo menos não vamos sozinhos. It takes two to… lust!

Ira. Bem, a ira é um pau de dois bicos. (Se esta frase tivesse sido dita sobre o pecado anterior teria tido muito mais bem metida! Eheheh) Nem toda a ira é prejudicial. Depende do mal ou do bem que a pessoa irada consiga causar. Se eu for para a frente do Parlamento, cheia de ira, para abolir os impostos, o nosso primeiro-ministro e toda a classe política pensariam: “Mas que raio está aquela coisa a dizer?”. Ou seja, o meu pecado não teve consequências negativas, logo não devia ser pecado. Mas e então se formos um país inteiro irado a pedir a abolição dos impostos e o governo proclame que os impostos vão deixar de existir? Neste caso, a ira não só não foi uma coisa má, como foi uma coisa realmente boa. Mesmo boa. Muito, muito boa. Tão boa como… Ok, já parei!

Cobiça. Inveja. A cobiça e a inveja são os pecados mais humanos dos sete e, talvez por isso mesmo, são os únicos pecados que eu até posso ver como errados. Mas, tal como o pecado anterior, depende muito do ponto de vista. A cobiça e a inveja tanto podem fazer um criminoso como um herói. Depende do lado da lei em que se está!

Orgulho. É um pecado de que muita gente me acusa e, apesar disso, eu me prezo de ter. O que seria de nós sem o orgulho? Obviamente não estou a falar de um orgulho desmedido. Mas se não tivermos orgulho em nós, ficamos mais fracos. E fracos não vamos a lado nenhum. Mesmo que tivéssemos a capacidade para subir, alguém mais forte do que nós não nos vai deixar. Eu tenho orgulho em ter orgulho!

Eu não resisto a 4 dos 7. Um deles é orgulho, já o referi. Se me conhecem, sabem quais são os outros 3. ;)