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21 abril 2006

Rosas sem raiz

Ninguém me deixe sozinha
Velem todos ao meu lado
Digam que nada foi meu
Foi tudo emprestado...

Abram bem fundo o minha cova
Quero ser bem enterrada
Sentir fundo um sonho fundo
No profundo do meu nada!

Deixem-me, deixando em paz
Os dedos que escreveram
Morrendo pelo papel
Agora mortos enfim!

Eram círios de mãos postas
Rezem flores na minha campa
Pelas rosas sem raiz
E nunca chorem por mim!


(1993)

2 comentários:

McBrain disse...

Hmm...
A morte...

Foi escrito por ti em 1993?
Ai a adolescência!
Ainda bem que cresceste e te deixaste desses pensamentos e começaste a ter outros bem mais positivos! :)

Anónimo disse...

Infelizmente esses tempo de 1993 eu nada conhecia da tua vida, mas fez-me lembrar momentos e prosas idênticas da 2.º metade da década.
Tenho algumas saudades da época, nenhuma dessas escrita!!! Ainda bem! ;)