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Daisypath Happy Birthday tickers

01 outubro 2007

Complicar o que é simples

Todos os dias observo a Humanidade a complicar o que é simples: tentar descobrir a razão de existir e ser no mundo através de um emaranhado de hipóteses complexas que ninguém percebe!

Todos os dias vemos ideias novas a surgirem, fazendo desaparecer as antigas novas ideias. Logo a seguir o que era novo tornou-se também obsoleto porque ideias ainda mais novas já apareceram. Os nossos objectivos de vida são conquistas fúteis, fáceis de alcançar e, assim, somos presas fáceis neste jogo interminável do querer, somos seres que temos como certo as facilidades proferidas pelo materialismo que assola o mundo, que fomos nós próprios que criamos e que nos controla.

Este jogo torna mentes brilhantes em mentes "baças", pois dedicamos todo o nosso esforço a obter o máximo de coisas possíveis, a querer ter o melhor mês de férias, as melhores marcas de roupa, os melhores brinquedos para os nossos filhos. Passamos a vida a querer viver melhor, quando na verdade não sabemos saborear o que é realmente o melhor da vida: viver. Apenas viver.

Vamos pensar nos objectivos que temos para os próximos cinco anos. Anotem cada um dos sonhos num papel. Ao lado de cada sonho coloquem quanto custa realizar esse sonho. Quanto custam esses sonhos?

É triste saber quanto custam os sonhos, é sinal que os sonhos têm valor, ou seja a felicidade está associada a valores. Nessa lista de sonhos está escrito "ver um pôr-de-sol"? Na minha lista extensa, só apenas 5 sonhos são naturais, só apenas 5 sonhos não podem ser valorizados.
Decidi que vou inverter a minha lista: na minha extensa lista de sonhos, só cinco terão anotações ao lado!


(Estou num dia "cinzento! Amanhã volto ao meu estado normal!)

22 setembro 2007

Como gostaram da minha lista do ano passado, aqui vai a deste ano. Alguns itens são repetidos, mas isso apenas significa que continuo a querer essas coisas! :)

Podem ser generosos, eu não me importo!

Arthur Phillips - O Egiptólogo – Gótica
Hayley Westenra - Pure

DVDs
Animação (por ordem de preferência)
(BBC Jane Austen) Emma
My Fair Lady
Star Wars ( Episódios I, II e II e Trilogia Star Wars Episódios 4+5+6)


JOGOS Playstation 2
SingStar 80'S
Prince of Persi 3 - The Two Thones PS2


Acessórios, roupa e afins também é prenda! :D

21 setembro 2007

Moralismos

Um dos meus blogs preferidos é o Amante Profissional. Gosto da forma como a Paula Lee escreve, gosto da forma como ela pensa.
Estive a ler uma Visão antiga, onde fala de acompanhantes de luxo, onde a Paula Lee é entrevistada e dei por mim a pensar que não seria capaz de ser uma "amante profissional". Não porque se "dorme" com um estranho mas porque não sei como abordaria o potencial cliente ou como reagiria se o potencial cliente me abordasse.
E como os pensamentos são como as cerejas o facto de não ser o facto do pagamento ou da ocasionalidade do sexo não ser o que me incomoda na prostituição faz-me perguntar: será falta de moral da minha parte?

14 setembro 2007

Areias

Independentemente das inclinações partidárias...




Agradecimentos ao McBrain :)

12 setembro 2007

Porque é bom recordar..

Aqui está um dos meus desenhos infantis preferidos. Adorava vê-los quando era criança...


09 setembro 2007

BORED!

Aborrecimento.... Hum. Tenho pensado muito sobre o tema.

Eu compreendo que seja um estado de espírito, mas quero compreender o que me causa aborrecimento. Será que é porque não tenho criatividade suficiente para preencher os espaços "mortos" do dia? Ou será que é como canta a Shirley Manson, "You pretend you're high, You pretend you're bored, You pretend you're anything, Just to be adored"? Talvez sejam as duas coisas; Ou talvez esteja a sobreanalizar o que é simples; talvez deva parar com as perguntas sobre a vida e apenas vivê-la.

08 setembro 2007

Eros e Psique (III)

Psique, resolvida a reconquistar a confiança de Eros, saiu à sua procura por todos os lugares da Terra, dia e noite, até que chegou a um templo no alto de uma montanha. Com esperança de lá encontrar o amado, entrou no templo e viu uma grande confusão de grãos de trigo e cevada, ancinhos e foices espalhados por todo o recinto. Convencida que não se devia negligenciar o culto a nenhuma divindade, pôs-se a arrumar aquela desordem, colocando cada coisa no seu lugar. Deméter, para quem aquele templo era destinado, ficou profundamente grata e disse-lhe:

- "Psique, embora não possa livrar-te da ira de Afrodite, posso ensinar-te a fazê-lo com as tuas próprias forças: vai ao seu templo e rende-lhe as homenagens que ela, como deusa, merece."

Afrodite, ao recebê-la em seu templo, não esconde a sua raiva. Afinal, por causa daquela reles mortal, o seu filho tinha desobedecido às suas ordens e agora ele encontrava-se num leito, recuperando-se da ferida por ela causada. Como condição para o seu perdão, a deusa impôs uma série de tarefas que deveria realizar, tarefas tão difíceis que poderiam causar a sua morte.

Primeiramente, deveria, antes do anoitecer, separar uma grande quantidade de grãos misturados de trigo, aveia, cevada, feijões e lentilhas. Psique ficou assustada diante de tanto trabalho, porém uma formiga que estava próxima, ficou comovida com a tristeza da jovem e convocou seu exército a isolar cada uma das qualidades de grão.

Como segunda tarefa, Afrodite ordenou que fosse até as margens de um rio onde ovelhas de lã dourada pastavam e trouxesse um pouco da lã de cada carneiro. Psique estava disposta a cruzar o rio quando ouviu um junco dizer que não atravessasse as águas do rio até que os carneiros se pusessem a descansar sob o sol quente, quando ela poderia aproveitar e cortar a sua lã. De outro modo, seria atacada e morta pelos carneiros. Assim feito, Psique esperou até o sol ficar bem alto no horizonte, atravessou o rio e levou a Afrodite uma grande quantidade de lã dourada.

Não satisfeita por mais uma tarefa cumprida, Afrodite incumbiu-a de uma terceira tarefa e ainda mais complicada: teria de subir a cascata que provinha da nascente do rio Estige e trazer à deusa um frasco contendo um pouco daquela água escura. As pedras que davam acesso à cascata eram íngremes e escorregadias, e a queda da água era extremamente violenta. Era impossível satisfazer a exigência de Afrodite. Só se pudesse voar Psique realizaria a tarefa. Estava já disposta a desistir, quando surgiu uma águia, que lhe tirou o frasco da mão, voou até a fonte e apanhou uma porção do líquido negro. A água do Estige, porém, não saciou em Afrodite a sede de vingança.

Irada com o sucesso da jovem, Afrodite planejou uma última, porém fatal, tarefa. Psique teria que ir ao Hades, persuadir Perséfone a colocar numa caixa um pouco de sua beleza. Como pretexto, diria à rainha dos Infernos que Afrodite precisava dessa beleza para recuperar-se das longas vigílias à cabeceira do filho doente. Psique partiu, procurando o caminho dos Infernos. Já havia andado muito e sentia-se perdida, quando uma torre, apiedada da sua aflição, ofereceu-se para ajudá-la. Minuciosamente descreveu-lhe todo o itinerário que levava ao reino de Perséfone, mas alertou-a: "você encontrará pessoas patéticas que lhe pedirão ajuda, e por três vezes terá que escurecer seu coração à compaixão, ignorar os seus apelos e continuar. Se não o fizer, permanecerá para sempre no mundo das trevas. “ Psique fez tudo o que lhe indicou a torre, e assim conseguiu chegar à presença de Perséfone. Solícita, a rainha dos mortos atendeu ao pedido da jovem e entregou-lhe a caixa solicitada por Afrodite. Ouviu então uma voz que lhe dizia: "Quando Perséfone te der a caixa com sua beleza, toma cuidado para não olhar para dentro da caixa, pois a beleza dos deuses não cabe a olhos mortais." No entanto, Psique, tomada pela curiosidade, abriu a caixa para espiar. Ao invés de beleza havia apenas um sono terrível que dela se apossou.

Eros, curado de sua ferida, voou ao socorro de Psique e conseguiu colocar o sono novamente na caixa, salvando-a. Lembrou-lhe novamente que a sua curiosidade tinha sido novamente a sua grande falta, mas que agora podia apresentar-se à Afrodite e cumprir a tarefa. Enquanto isso, Eros foi ao encontro de Zeus e implorou-lhe que apaziguasse a ira de Afrodite e ratificasse o seu casamento com Psique. Atendendo ao seu pedido, o grande deus do Olimpo ordenou que Hermes conduzisse a jovem à assembleia dos deuses e a Psique foi-lhe oferecida uma taça de ambrósia. Então com toda a cerimónia, Eros casou-se com Psique, e no devido tempo nasceu o seu filho, chamado Voluptas (Prazer).

Eros e Psique, escultura de Antônio Canova, no Museu do Louvre, em Paris


Eros e Psique (II)

Quando as suas irmãs entraram no castelo e viram aquela abundância de beleza e maravilhas, foram tomadas de inveja. Notando que o esposo de Psique nunca aparecia, perguntaram maliciosamente sobre sua identidade. Embora advertida pelo seu marido, Psique viu a dúvida e a curiosidade tomarem conta do seu ser, aguçadas pelos comentários de suas irmãs.

Eros alertou-a que as suas irmãs estavam a tentar fazer com que ela visse o seu rosto, mas se assim ela fizesse, ela nunca mais o veria novamente. Além disso, ele contou-lhe que ela estava grávida e se ela conseguisse manter o segredo ele seria divino, porém se ela falhasse, ele seria mortal.

Ao receber novamente suas irmãs, Psique contou-lhes que estava grávida, e que sua criança seria de origem divina. As suas irmãs ficaram ainda mais enciumadas com a sua situação, pois além de todas aquelas riquezas, ela era a esposa de um lindo deus. Assim, trataram de convencer a jovem a olhar a identidade do esposo, pois se ele estava escondendo a sua cara era porque havia algo de errado. Se era realmente belo o jovem, por que se ocultava nas sombras da noite? Invadida pela dúvida e temor, Psique acabou por aceitar o conselho maldosamente planeado pelas irmãs: deveria preparar uma lâmpada e uma faca afiada: com a primeira, explicaram as invejosas, poderia ver o rosto do esposo; com a segunda, matá-lo se fosse o monstro.

À noite, retorna Eros, ardente e apaixonado como sempre. Enquanto se entrega ao amor, Psique esquece o próprio medo e a dúvida, mas depois, quando Eros adormece, a incerteza volta a invadir-lhe o coração. Silenciosa, apanha a lâmpada e ilumina o rosto do esposo. Para sua surpresa, o que viu porém deixou-a maravilhada. Um jovem de extrema beleza estava repousando com tamanha quietude e doçura que ela pensou em tirar a própria vida por haver dele duvidado. Enfeitiçada por sua beleza, demorou-se admirando o deus alado. Não percebeu que havia inclinado de tal maneira a lâmpada que uma gota de óleo quente caiu sobre o ombro direito de Eros, acordando-o.

Ele desperta, sobressaltado, e percebe o acontecido. Com profunda tristeza, Eros vai embora. E tentando alcançá-lo Psique apenas ouve-lhe ao longe na escuridão: "O amor não pode viver com desconfiança." Eros volta para junto da mãe, pedindo-lhe que cure seu ferimento no ombro e pede a Zéfiro que leve Psique para o reino de seu pai. Mas ao contar o que ocorreu, Afrodite percebe que foi enganada e passa a alimentar apenas um pensamento: encontrar a princesa rival e vingar-se.

Quando Psique se recompôs, notou que o lindo castelo em vivia desaparecera, e que estava bem próxima da casa dos seus pais. Psique ficou inconsolável. Tentou suicidar-se atirando-se para um rio próximo, mas as suas águas trouxeram-na gentilmente para a sua margem. Foi então alertada por Pan para esquecer o que se passou e procurar novamente ganhar o amor de Eros.

Por sua vez, quando suas irmãs souberam do acontecido, fingiram pesar, mas partiram então para o topo da montanha, pensando em conquistar o amor de Eros. Lá chegando, chamaram o vento Zéfiro, para que as sustentasse no ar e as levasse até Eros. Mas, Zéfiro desta vez não as ergueram no céu, e elas caíram no despenhadeiro, e morreram.

Eros e Psique (I)

Psique era a mais nova de três filhas de um rei de Mileto e era extremamente bela. A sua beleza era tanta que pessoas de várias regiões iam admirá-la, assombrados, rendendo-lhe homenagens que só eram devidas à própria Afrodite.

Profundamente ofendida e enciumada, a deusa enviou o seu filho, Eros, para fazê-la apaixonar-se pelo homem mais feio e vil de toda a terra. Mas a beleza de Psique era tão grande, que ao vê-la, Eros distrai-se e fere-se com uma de suas próprias flechas.

Apaixonado, nada disse à sua mãe; apenas limita-se a convencê-la de que finalmente estava livre da rival. Ao mesmo tempo que oculta os seus sentimentos, torna Psique inatingível aos mortais terrenos. Assim, embora todos os homens a admirem, nenhum por ela se apaixona, e apesar de infinitamente menos belas, suas irmãs logo se casam com reis. Psique, amada por Eros sem que o saiba, pensa que ninguém a ama. E, assim, porque é uma beleza humana cobiçada por um deus, permanece só.

O pai de Psique, suspeitando que, inadvertidamente, havia ofendido os deuses, resolveu consultar o oráculo de Apolo. Mas Eros já havia convencido Apolo a tornar-se num seu aliado na sua conquista amorosa. Assim para ajudar Eros, Apolo ordenou ao rei que enviasse a sua filha ao topo de uma solitária montanha, onde seria desposada por uma terrível serpente. A jovem aterrorizada foi levada ao pé do monte e abandonada pelos seus pesarosos parentes e amigos. Conformada com seu destino, Psique foi tomada por um profundo sono, sendo, então, conduzida pela brisa gentil de Zéfiro a um lindo vale.

Perto correm as águas claras de um regato e mais adiante ergue-se um magnífico castelo. Ao despertar, Psique ouve uma voz que a convida a entrar no castelo, banhar-se e depois jantar. No interior do castelo, não encontra ninguém, mas sente-se como se estivesse a ser observada. E no jantar doce música envolve-a, mas continua só. No íntimo, porém, pressente que, à noite, chegará o esposo que lhe fora prometido, a terrível serpente alada. E, realmente, ao anoitecer, chega até ela Eros, protegido pela escuridão. Psique começa a tremer quando sente que alguém entrara no quarto. No entanto, uma voz maravilhosa acalma-a. Logo em seguida, sentiu mãos humanas acariciarem o seu corpo e entrega-se a esse amante misterioso. Quando acordou, já havia chegado o dia e o seu amante havia desaparecido. Todas as noites a cena repetia-se e Psique entregou-se ao amante velado e, mesmo sem ver a sua face , dedicava-lhe intenso amor.

Numa das suas visitas nocturnas, Eros faz-lhe uma advertência: que se precavesse contra uma desgraça que lhe poderia advir por intermédio das irmãs, que a pranteavam no sítio onde fora deixada e do mesmo modo acrescentou, para evitar a desgraça, que ela não deveria jamais tentar ver o rosto do amado. No entanto, a princesa, embora prometesse ambas as coisas, deixou-se arrastar pela tristeza e pela saudade. E tanto chorou e pediu, que Eros consentiu na visita das jovens, mas impôs a condição que, não importando o que suas irmãs dissessem, ela nunca tentaria conhecer sua verdadeira identidade.

Canivete