Escuridão e claridade
O ódio substitui o amor
O mundo ficou mais triste
A beleza perdeu a cor
A alegria já não existe.
O silencio deste momento
Quase chega ao infinito
Não consigo tirar-te do pensamento
Por isso eu choro, eu grito!
A minha alma é uma treva só
A luz, nascendo, logo se apaga
O medo da escuridão tira-me a voz.
A noite com toda a sua intensidade
Tudo consegue e com tudo acaba
E amaldiçoa a bela claridade!
Setembro 1994
Leia por sua própria conta e risco! A exactidão deste blog não foi determinada. Pode conter humor, boatos, opiniões, factos ou spoofs.
Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens
16 setembro 2013
08 setembro 2013
Ódio
"Não, não te odeio, não odeio o amor,
Odeio-me a mim próprio por te amar;
Não odeio as flores que emanam o teu odor,
Odeio-me a mim próprio por as cheirar.
Não odeio a chuva que acaricia o teu rosto,
Odeio-me a mim próprio por a querer ser;
Não odeio o mel ciumento que copiou o teu gosto,
Odeio-me a mim próprio por, da tua boca, o querer beber.
Não odeio os teus olhos que me cegam de amor
Odeio-me a mim próprio por neles olhar
Não odeio os teus lábios de fogo sua cor
Odeio-me a mim próprio por tanto os querer beijar.
Mas de que vale eu odiar os meus sentimentos
Se sempre que te vejo o ódio se alia à paixão,
De que vale eu tentar afastar-te de meus pensamentos
Se apenas vive para ti o meu despedaçado coração."
Este poema não é meu, nem sei quem é o autor. Foi uma das poesias encontradas nas minhas agendas.
Odeio-me a mim próprio por te amar;
Não odeio as flores que emanam o teu odor,
Odeio-me a mim próprio por as cheirar.
Não odeio a chuva que acaricia o teu rosto,
Odeio-me a mim próprio por a querer ser;
Não odeio o mel ciumento que copiou o teu gosto,
Odeio-me a mim próprio por, da tua boca, o querer beber.
Não odeio os teus olhos que me cegam de amor
Odeio-me a mim próprio por neles olhar
Não odeio os teus lábios de fogo sua cor
Odeio-me a mim próprio por tanto os querer beijar.
Mas de que vale eu odiar os meus sentimentos
Se sempre que te vejo o ódio se alia à paixão,
De que vale eu tentar afastar-te de meus pensamentos
Se apenas vive para ti o meu despedaçado coração."
Este poema não é meu, nem sei quem é o autor. Foi uma das poesias encontradas nas minhas agendas.
Etiquetas:
poesia
18 agosto 2013
Vesperal
Não gosto de Miguel Torga devido a "traumas" adolescentes, mas adorei este poema:
E, contudo, é bonito
O entardecer
A luz poente cai do céu vazio
Sobre o tecto macio
Da ramgem
E fica derramada em cada folha.
Imóvel, a paisagem
Parece adormecida
Nos olhos de quem olha.
A brisa leva o tempo
Sem destino.
E o rumor citadino
Ondula nos ouvidos
Distraídos
Dos que vão pelas ruas caminhando
Devagar
E como que sonhando,
Sem sonhar...
E, contudo, é bonito
O entardecer
A luz poente cai do céu vazio
Sobre o tecto macio
Da ramgem
E fica derramada em cada folha.
Imóvel, a paisagem
Parece adormecida
Nos olhos de quem olha.
A brisa leva o tempo
Sem destino.
E o rumor citadino
Ondula nos ouvidos
Distraídos
Dos que vão pelas ruas caminhando
Devagar
E como que sonhando,
Sem sonhar...
Etiquetas:
poesia
03 julho 2013
Perdidas numa agenda
Encontrei umas quadras entre as quais destaco:
"Eu amante e tu amante
Qual de nós será mais firme?
Eu como sol a buscar-te
Tu como sombra a fugir-me!"
O que me leva a algumas interrogações:
- São amantes um do outro?
- Se sim, porque foge ela/ele?
- Será um jogo?
Vim agora a descobrir que o original é de Francisco de Lacerda e é diferente do que eu encontrei:
"Eu sou sombra, tu és sol,
Qual de nós será mais firme?
Eu como a sombra a buscar-te,
Tu como o sol a fugir-me?"
As interrogações mantêm-se. Gosto mais da versão que conhecia.
"Eu amante e tu amante
Qual de nós será mais firme?
Eu como sol a buscar-te
Tu como sombra a fugir-me!"
O que me leva a algumas interrogações:
- São amantes um do outro?
- Se sim, porque foge ela/ele?
- Será um jogo?
Vim agora a descobrir que o original é de Francisco de Lacerda e é diferente do que eu encontrei:
"Eu sou sombra, tu és sol,
Qual de nós será mais firme?
Eu como a sombra a buscar-te,
Tu como o sol a fugir-me?"
As interrogações mantêm-se. Gosto mais da versão que conhecia.
20 junho 2012
Sweet Child
Ainda no seguimento das dedicatórias descobri esta, escrita especialmente para mim em 1997:
Shining eyes
Black pearls
Windows of her soul
Joining worlds
Long dark hair
Silk threads
Covering her face
Full of grace
She is more than
She thinks
What she knows
A natural smile
An artist’são pose
Reflecting her state
Of an innocent rose
A tender voice
A delicate tune
Opening the gates
To her magical room
She is more than
She thinks
What she knows
Sweet child
(Querida amiga, o refrão fala que tu nao reparas que consegues ser mais do que a tua inseguranca pensa… )
Shining eyes
Black pearls
Windows of her soul
Joining worlds
Long dark hair
Silk threads
Covering her face
Full of grace
She is more than
She thinks
What she knows
A natural smile
An artist’são pose
Reflecting her state
Of an innocent rose
A tender voice
A delicate tune
Opening the gates
To her magical room
She is more than
She thinks
What she knows
Sweet child
(Querida amiga, o refrão fala que tu nao reparas que consegues ser mais do que a tua inseguranca pensa… )
13 março 2012
Onde está uma musa quando precisamos dela?
Tenho saudades
das tretas, da mentira
de me sentir querida
tenho saudades
de te ver passar
de em ti me ver reflectida
tenho saudades
de ser vista
de ser sentida
deixar-te ir mais além
do que te consenti
tenho saudades de ti
e de mais ninguém
(Agosto 1994)
das tretas, da mentira
de me sentir querida
tenho saudades
de te ver passar
de em ti me ver reflectida
tenho saudades
de ser vista
de ser sentida
deixar-te ir mais além
do que te consenti
tenho saudades de ti
e de mais ninguém
(Agosto 1994)
Etiquetas:
poesia
18 fevereiro 2012
O pó de cada dia
Hoje fui encontrar-me com os meus pais perto do Dolce Vita. Mal estacionei o carro veio um homem a correr, com um aspeto miserável, a pedir a moedinha. Não tinha levado carteira, uma vez que só tinha ido lá para entregar duas "encomendas", mas senti-me (mais uma vez) incomodada com aquela imagem e só peço que nunca conheça este flagelo. Recordei-me de um poema escrito a 20 Maio 1993:
Madrugada alta
Um cão ladra
O frio gela as veias
O vento corta os ossos
Deitado
De camisa aberta
Manga arregaçada...
Morto há horas
Era jovem.
Fizera uns auto-rádios
E ganhara o pó de cada dia!
Na mesma hora, o presidente
Muito bem falante
Bastante importante
Discutia a droga, a CEE, o futebol
Com acesso a lugares dignificados
Endeusado por jornalistas babados
Incapazes de gritar:
- Está tudo ao contrário!
Madrugada alta
Um cão ladra
O frio gela as veias
O vento corta os ossos
Deitado
De camisa aberta
Manga arregaçada...
Morto há horas
Era jovem.
Fizera uns auto-rádios
E ganhara o pó de cada dia!
Na mesma hora, o presidente
Muito bem falante
Bastante importante
Discutia a droga, a CEE, o futebol
Com acesso a lugares dignificados
Endeusado por jornalistas babados
Incapazes de gritar:
- Está tudo ao contrário!
Etiquetas:
poesia
08 fevereiro 2012
Futuro remoto
Na minha vida há um silêncio morto
Uma parte de mim
Que não se pode ligar nem desligar
Nem partir nem regressar
Onde as coisas são tão intimas
Como a voz terna da noite!
Em caminhos cruzados
Tu e eu vivemos
Correntes profundas
Perdidos estamos
Como a sombra do passado
Num futuro remoto!
(1993)
Que não se pode ligar nem desligar
Nem partir nem regressar
Onde as coisas são tão intimas
Como a voz terna da noite!
Em caminhos cruzados
Tu e eu vivemos
Correntes profundas
Perdidos estamos
Como a sombra do passado
Num futuro remoto!
(1993)
Etiquetas:
poesia
Subscrever:
Comentários (Atom)