Já não sei quem me disse que o círculo é a figura geométrica mais perfeita!
Para mim, os círculos são uma treta!!! Pronto, já disse!
Estou farta de andar em círculos. De pensar que finalmente estou a chegar ao destino pretendido apenas para me dar conta que estou de volta onde comecei.
Hoje aconteceu-me isso outra vez.
Estou farta! Farta! FARTA!
Leia por sua própria conta e risco! A exactidão deste blog não foi determinada. Pode conter humor, boatos, opiniões, factos ou spoofs.
19 setembro 2011
16 setembro 2011
Interruptor
Acordei bem disposta (se não contarmos com o facto de querer dormir mais um bocadinho, claro).Preparei os miúdos, brinquei com eles, mimei-os e eles mimaram-me.
Foi um excelente início do dia. Um dia ON.
E depois fui ver a caixa de correio electrónica. Tantas mensagens por ler.
Passei ao FB. A mesma coisa.
O mundo está a girar mais depressa que o habitual e ainda por cima eu estou a mexer-me mais lentamente.
O interruptor fica no OFF.
Não me apetece sair de casa. O que me apetece mesmo é tirar esta roupa, vestir o pijama e meter-me entre lençóis e esconder-me lá. Mas como não pode ser, vou limpar esta tristeza e pintar um sorriso na cara.
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13 setembro 2011
Morre lentamente
"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto, quem não muda as marcas no supermercado, não arrisca vestir uma cor nova, não conversa com quem não conhece
Morre lentamente quem evita uma paixão..."
Pablo Neruda
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11 setembro 2011
Trovas
Lembro-me de quando era pequenita a minha mãe cantar-me muitas vezes esta trova popular:
Eu amante e tu amante,
qual de nós será mais firme?
Eu como o sol a buscar-te,
tu como a sombra a fugir-me?
Na semana passada, ao arrumar umas papeladas antigas, encontrei esta escrita por uma amiga do ensino básico:
Com pena pego na pena,
com pena quero escrever,
caiu-me a pena no chão
com pena de te não ver.
E como não há duas sem três, havia uma colega da minha mãe que dizia em tom de brincadeira, utilizando os nossos tão queridos trocadilhos:
oh o meu amor de tigela
procuro-te de balde e num tacho
Tu que m'amavas tanto
Já não m'amas!
Ai que saudades!
Eu amante e tu amante,
qual de nós será mais firme?
Eu como o sol a buscar-te,
tu como a sombra a fugir-me?
Na semana passada, ao arrumar umas papeladas antigas, encontrei esta escrita por uma amiga do ensino básico:
Com pena pego na pena,
com pena quero escrever,
caiu-me a pena no chão
com pena de te não ver.
E como não há duas sem três, havia uma colega da minha mãe que dizia em tom de brincadeira, utilizando os nossos tão queridos trocadilhos:
oh o meu amor de tigela
procuro-te de balde e num tacho
Tu que m'amavas tanto
Já não m'amas!
Ai que saudades!
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07 setembro 2011
Ser feliz
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
(Fernando Pessoa)
mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
(Fernando Pessoa)
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Pensamento do dia 6
"Quanto mais se bate no fundo... mais o fundo desce".
Ora eu nunca tinha pensado assim. Sempre pensei que quando se bate no fundo, o único caminho a seguir é para cima.
Ora eu nunca tinha pensado assim. Sempre pensei que quando se bate no fundo, o único caminho a seguir é para cima.
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Pensamento do dia
05 setembro 2011
Paintball
No sábado passado, o G. organizou uma tarde de paintball para um grupo de família e amigos. Éramos 20, 10 mulheres vs 10 homens.
Foi muito bom, já tinha saudades de dar uns "tiros". Como sempre que estamos juntos, a galhofa foi mais que muita. Claro que um convívio desta natureza deixa-nos sempre marcadas.... :D
As fotos não conseguem mostrar a verdadeira "beleza" da nova coloração da minha pele, mas já dá para ficar com uma ideia.
G., para quando o próximo? :)
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02 setembro 2011
31 agosto 2011
Perdi-me nos blogues eróticos delas...
"E a blogosfera das senhoras? Viram a reportagem na TV? Ah, é outra coisa... é que é completamente diferente da escrita blogosférica masculina! Não há cá galhofa nem politiquice... É toda uma sensibilidade, uma ternura, é a partilha, o gosto pelo tesão! Oh, desculpem, disse tesão? Perdão! Mas está dito, está dito. Já não há como retirar! Eis-nos pois no tremendo, multifálico, giga-orgásmico, polvilhado de muito poema de queca grasnada e foto a preto e branco de coito suado, mundo da blogosfera erótica feminina anónima portuguesa.
E isso existe? Dou-vos duas mãos cheias deles no finalzinho para fazerem as vossas vistas. Mas perante tanta malandrice e sacanagem revelada pelo submundo blogueiro não há como deixar rejubilar o bem que a tecnologia da informação também faz à libertação sexual das mulheres com a sublimação semipública de umas tarazitas e umas vontades incontidas de copular várias vezes ao dia em estranhos lugares e em variadas posições. Tudo isto em relatos de qualidade literária que equivalem à vida sexual de muita gente: normalmente fraca, umas vezes média mas também grandes momentos de talento e arte dignos de serem aplaudidos. Por estes relatos vamos sabendo - para contínuo espanto pudico masculino - que a cabeça de muitas das mulheres é tão povoada desses ímpetos como as nossas. Bem-haja o autocontrolo e as normas civilizacionais que impedem que tal se concretize a cada impulso, a bem da produtividade, da higiene dos espaços comuns e muitas vezes da estética.
Ora não se entra assim de repente neste "mundo de escrita erótica feminina", que oscila entre uma imagética sofisticada e o "Oh, come-me já!". A minha guia, Maria Árvore, que só conheço via mail, e que tem um blogue "pouco pornográfico para ser muito popular e pouco erudito para o gosto dos intelectuais", explica-me que esta cena blogueira é apenas o equivalente às "Maxmen" e "FHM" dos homens. E vai lançando provocações quando me percebe desanimado perante tanto link povoado de pilas e testículos, torsos contorcidos antes da explosão consumatória e murmúrios tremidos no teclado tipo "deixa-me dormir em ti". Revela-me: "Também te podes questionar se tanta teoria não é falta de prática". Noutra altura escrever-me-á: "É tudo mulherio pacífico que usa mais as mãos para descascar do que para cascar. Coragem!".
Coragem, então! A maioria é de contos e crónicas da descrição do acto sexual em si num tom confessional mas de pecadora assumida em escrita descarada: "Toma-me assim, contra a parede" é o que a ERC me deixa citar aqui. Não há cá analogias muito rebuscadas. Mas noutros também se podem ler intróitos tipo "perdidos em carícias que transmitiam luxúria nos beijos dos lábios carnudos", o que equivale num filme porno dos anos 80 aos primeiros 29 segundos de música. (Esta conversa tem a validade de uma investigação que durou uma tarde pois, verdade seja dita, há blogues que já produziram livros, como o 'Cenas de Gaja'). Mas deixem-me dizer que as senhoras anónimas, perceptivelmente de formação universitária, abusam da terminologia de trolha e não como interjeição mas como substantivação. Há ali mais palavrão que num Porto/Benfica, casa cheia, três penáltis descarados não marcados para cada lado.
E há também muita poesia de cunho próprio, fotografia monotemática (um só de rabinhos femininos, postados por uma menina persistente) e vídeos - embora me seja estranha certa conceptualização: não percebo porque é que um vídeo com sexo explícito com ar profissional esteja num blogue "alérgico a pornografia". É a banda sonora árabe que o despornifica? Escapa-me.
Há relatos de vida pessoal soft e hard, com e sem fotos pessoais sem cara e blogues de nicho (S&M), blogues escritos por adolescentes e balzaquianas e pós-balzaquianas assumidas que têm em comum isso: sexo. Ah desculpem: o erotismo, mesmo quando é pimpa-pimpa tal e qual nos sites da especialidade, dos 'masculinos'. Mas brincadeira mesmo, é nas caixas dos comentários. Ui.
Enfim. Minhas senhoras: parabéns! Divirtam-se e dado que finalmente vejo alguma utilidade para a blogosfera."
Por Luís Pedro Nunes, em 19 de abril de 2009(sim, eu sei, é antigo, mas eu gostei imenso.)
E isso existe? Dou-vos duas mãos cheias deles no finalzinho para fazerem as vossas vistas. Mas perante tanta malandrice e sacanagem revelada pelo submundo blogueiro não há como deixar rejubilar o bem que a tecnologia da informação também faz à libertação sexual das mulheres com a sublimação semipública de umas tarazitas e umas vontades incontidas de copular várias vezes ao dia em estranhos lugares e em variadas posições. Tudo isto em relatos de qualidade literária que equivalem à vida sexual de muita gente: normalmente fraca, umas vezes média mas também grandes momentos de talento e arte dignos de serem aplaudidos. Por estes relatos vamos sabendo - para contínuo espanto pudico masculino - que a cabeça de muitas das mulheres é tão povoada desses ímpetos como as nossas. Bem-haja o autocontrolo e as normas civilizacionais que impedem que tal se concretize a cada impulso, a bem da produtividade, da higiene dos espaços comuns e muitas vezes da estética.
Ora não se entra assim de repente neste "mundo de escrita erótica feminina", que oscila entre uma imagética sofisticada e o "Oh, come-me já!". A minha guia, Maria Árvore, que só conheço via mail, e que tem um blogue "pouco pornográfico para ser muito popular e pouco erudito para o gosto dos intelectuais", explica-me que esta cena blogueira é apenas o equivalente às "Maxmen" e "FHM" dos homens. E vai lançando provocações quando me percebe desanimado perante tanto link povoado de pilas e testículos, torsos contorcidos antes da explosão consumatória e murmúrios tremidos no teclado tipo "deixa-me dormir em ti". Revela-me: "Também te podes questionar se tanta teoria não é falta de prática". Noutra altura escrever-me-á: "É tudo mulherio pacífico que usa mais as mãos para descascar do que para cascar. Coragem!".
Coragem, então! A maioria é de contos e crónicas da descrição do acto sexual em si num tom confessional mas de pecadora assumida em escrita descarada: "Toma-me assim, contra a parede" é o que a ERC me deixa citar aqui. Não há cá analogias muito rebuscadas. Mas noutros também se podem ler intróitos tipo "perdidos em carícias que transmitiam luxúria nos beijos dos lábios carnudos", o que equivale num filme porno dos anos 80 aos primeiros 29 segundos de música. (Esta conversa tem a validade de uma investigação que durou uma tarde pois, verdade seja dita, há blogues que já produziram livros, como o 'Cenas de Gaja'). Mas deixem-me dizer que as senhoras anónimas, perceptivelmente de formação universitária, abusam da terminologia de trolha e não como interjeição mas como substantivação. Há ali mais palavrão que num Porto/Benfica, casa cheia, três penáltis descarados não marcados para cada lado.
E há também muita poesia de cunho próprio, fotografia monotemática (um só de rabinhos femininos, postados por uma menina persistente) e vídeos - embora me seja estranha certa conceptualização: não percebo porque é que um vídeo com sexo explícito com ar profissional esteja num blogue "alérgico a pornografia". É a banda sonora árabe que o despornifica? Escapa-me.
Há relatos de vida pessoal soft e hard, com e sem fotos pessoais sem cara e blogues de nicho (S&M), blogues escritos por adolescentes e balzaquianas e pós-balzaquianas assumidas que têm em comum isso: sexo. Ah desculpem: o erotismo, mesmo quando é pimpa-pimpa tal e qual nos sites da especialidade, dos 'masculinos'. Mas brincadeira mesmo, é nas caixas dos comentários. Ui.
Enfim. Minhas senhoras: parabéns! Divirtam-se e dado que finalmente vejo alguma utilidade para a blogosfera."
Por Luís Pedro Nunes, em 19 de abril de 2009(sim, eu sei, é antigo, mas eu gostei imenso.)
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