Faltam...

Daisypath Happy Birthday tickers

10 maio 2010

06 maio 2010

Mãe a tempo inteiro

Na revista Super Bebés, o tema principal da capa é "Mãe a tempo inteiro - conheça os prós e os contras". O tema chamou-me à atenção porque é algo que me tem deixado pensativa e realmente a medir os prós e os contras. Se há uns anos atrás nem sequer consideraria essa hipótese, neste momento estou a ver para que lado pesa a "balança".

Há que considerar o lado financeiro, claro, mas também "pesos" como "Será que seria melhor para a minha família?". - Ia perder algumas comodidades - ter alguém que me passe a roupa a ferro é uma delas - mas ia ganhar outras - poder estar mais tempo com "eles", por exemplo, entre muitas coisas.

A questão que mais me ocupa a cabeça é: "será que eu ia aguentar?". Estou habituada ao ritmo de mulher trabalhadora e embora tenha noção de que às vezes ando com demasiado stress e me é muito complicado gerir a vida pessoal, familiar e profissional, será que eu ia conseguir ser uma dona de casa a 100% sem desesperar?

Considerei a hipótese de trabalhar em casa e cheguei á conclusão que não! Penso que teria o pior dos dois mundos: stress e falta de tempo conjuntamente com falta de convívio com colegas. Também considerei um emprego a part-time, mas onde é que eu arranjo disso sem ser precário e com horários que coincidam com os horários do resto da família? Às vezes penso que realmente um part-time era o ideal.

Claro que enquanto não me decido continuo a trabalhar que a época não está para brincadeiras. Mas a ideia continua cá.

05 maio 2010

Fera Radical

E de repente lembro-me muito nitidamente de uma telenovela que passava à hora do almoço no final dos anos 80: Fera Radical. Gostei muito. Gostava de ver novamente, confesso, mesmo agora que não acho piada a nenhuma e por isso não vejo.

02 maio 2010

28 abril 2010

Facebook

Após um (fantástico) jantar com amigos, fui convencida a aderir ao Facebook. Vamos lá ver como corre...

21 abril 2010

Sabe bem...

Sabe bem saber que quando precisamos de ajuda a malta ajuda mesmo!
Sabe bem que mesmo pessoas com quem não falamos há muito, infelizmente, ainda "estão lá".
Obrigada a todos.

15 abril 2010

Planear o tempo

Existem coisas na nossa vida que queremos mais do que tudo o resto. Pode ser saúde, trabalho, amor, amizade, estabilidade financeira. Desconsiderando a estabilidade (emocional claro, quem me conhece que o diga), o resto tenho a felicidade de já possuir. Tenho saúde, interrompida vez e outra; Gosto muito do meu trabalho e como toda paixão, às vezes, cansa; amor tenho muito, do marido, filho, família, e amigos.
Neste momento o que eu mais desejo é conseguir planear (e cumprir) as minhas "agendas" (pessoal, social e profissional). Tenho uma quantidade de tempo fora do local de trabalho e tenho mesmo que planear para que a minha agenda profissional liberte as outras duas.Planear nunca será demais, nunca será obsoleto, nunca deixará de ser importante. Planear ajuda-me a organizar a minha vida, a aproveitar as oportunidades, a viver o que é importante num mundo onde tudo é veloz e impulsivo.

Claro que às coisas, as que realmente importam, que não devem ser planeada, mas vivida, mas para isso é preciso tempo... que aumenta quando o aproveitamos em todos os sentidos.

13 abril 2010

Chegadas e regressos

Durante a quinzena da Páscoa, aconteceram muitas "coisas": nova "cidade", nova casa, muitos caixotes por abrir, muitos caixotes abertos, muita desarrumação, muitas visitas, muito sobe-e-desce-escadas, muito sol, bons momentos, o A. a brincar na relva.

Claro que nem tudo são rosas e ando exausta, nem sempre encontro o que procuro e numa casa maior às vezes parece que tenho muito menos espaço. Estava habituada a uma disposição diferente (na cozinha, então...) e não posso arrumar as coisas como estavam, claro, e fico a olhar para os armários (ainda vazios!!!) com cara de quem "onde é que eu vou colocar isto?". Só ontem é que tivemos acesso à Net e temos o frigorífico avariado (o motor de cima nunca chegou a funcionar) e estamos à espera que venham substituir.

Ontem foi o regresso ao trabalho. Foi estranho chegar tão depressa! LOL! Por um lado foi bom regressar, estar com os colegas, por outro, foi-se a boa vida!

27 março 2010

Duas Palavras....



Finalmente mudamos!!!!!



22 março 2010

Não importa a morte... o 'prof' até era louco!





Por Ricardo Miguel Vasconcelos



"Segundo os jornais 'Público' e 'i', o professor de Música que se suicidou a 9 de Fevereiro deste ano, parou o carro na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, e atirou-se ao rio Tejo. No seu computador pessoal, noticiam os dois diários, deixou um texto que afirmava: 'Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimento, a única solução apaziguadora será o suicídio', disse o licenciado em Sociologia.
O 'i' coloca o 9B no centro deste caso, escrevendo que os problemas do malogrado professor tinham como foco insultos dentro da sala de aula, situações essas que motivaram sete participações à direcção da escola, que em nada resultaram.
E à boa maneira portuguesa, lá veio o director regional de Educação de Lisboa desejar que o inquérito instaurado na escola de Fitares esclareça este caso. Mas também à boa maneira deste país, adiantou que o docente tinha uma 'fragilidade psicológica há muito tempo'.
Só entendo estas afirmações num país que, constantemente, quer enveredar pelo caminho mais fácil, desculpando os culpados e deixar a defesa para aqueles que, infelizmente, já não se podem defender.
É assim tão lógico pensarmos que este senhor professor, por ter a tal fragilidade psicológica, não precisaria de algo mais do que um simples ignorar dos sete processos instaurados àquela turma e que em nada deram? Pois é. O 'prof' era maluco, não era? Por isso, está tudo explicado.
A Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL), à boa maneira portuguesa, colocou psicólogos na tal turma com medo que haja um sentimento de culpa. E não deveria haver? Não há aqui ninguém responsável pela morte deste professor? Pois é, era maluco, não era?
José Joaquim Leitão afirmou que os meninos e meninas desta turma devem ser objecto de preocupação para que não haja traumas no futuro. 'Temos de nos esforçar para que estas situações possam ser ultrapassadas. Trata-se de jovens que são na sua generalidade bons alunos e que não podem transportar na sua vida uma situação de culpa que os pode vir a condicionar pela negativa', afirmou.
Toca a tomar conta dos meninos e meninas porque não pode haver um sentimento de culpa. É verdade! O 'prof' era louco, não era?
Não estou a dizer que haja aqui uma clara relação causa-efeito. Mas alguma coisa deve haver. Existem documentos para analisar, pessoas a interrogar, algumas responsabilidades a apurar. Por isso, neste 'timing', a reacção da DREL é desequilibrada. Só quem não trabalha numa escola ou não lida com o ambiente escolar pode achar estranho (colocando de lado a questão do suicídio em si) que um professor não ande bem da cabeça pelos problemas vividos dentro da sala de aula em tantas escolas deste país.
Não se pode bater nos meninos, não é? Os castigos resultantes dos processos disciplinares instaurados aos infractores resultam sempre numa medida pedagógica, não é? Os papás têm sempre múltiplas oportunidades para defenderem os meninos que não se portaram tão bem, não é? É normal um aluno bater no professor, não é? É normal insultar um auxiliar, não é? É normal pegar fogo à sala de aula ou pontapear os cacifes, não é? É normal levar uma navalha para o recreio, não é? É também normal roubar dois ou três telemóveis no balneário, não é? E também é normal os professores andarem com a cabeça num 'oito' por não se sentirem protegidos por uma ideia pedagógica de que os alunos são o centro de tudo, têm quase sempre razão, que a vida familiar deles justifica tudo, inclusive atitudes violentas sobre os colegas a que agora os entendidos dão o nome de 'bullying'?
De que valem as obras nas escolas, os 'Magalhães', a educação sexual, a internet gratuita ou os apelos de regresso à escola, uma espécie de parábola do 'Filho Pródigo' do Evangelho de São Lucas (cap.15), se as questões disciplinares continuam a ser geridas de forma arcaica, com estilo progressista, passando impunes os infractores?
Só quem anda longe do meio escolar é que ficou surpreendido com o suicídio do pequeno Leandro ou com o voo picado para o Tejo do professor de Música. Nas escolas, antigamente, preveniam-se as causas. Hoje, lamentam-se, com lágrimas de crocodilo, os efeitos. O professor era louco, não era? Tinha uma clara fragilidade psicológica, não tinha? Pobre senhor. Se calhar teve o azar de ter que ganhar a vida a dar aulas e não conheceu a sorte daqueles que a ganham a ditar leis do alto da sua poltrona que, em nada, se adequam à realidade das escolas de hoje."